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segunda-feira, 21 de março de 2016

WOL Merchandise Hollywood Studios

Strollers, risos e papel Geami. Ou coisas que não voltam mais.

Quem fez, sabe: é difícil colocar a experiência do ICP em palavras. Como explicar o sentimento etéreo de ver seu parque fechado na madrugada e ter as luzes piscando só para você? As indagações loucas que passam pela cabeça quando se está sozinho e entediado no balcão? As risadas descontroladas por cada coisa besta ou até trágica? Eu só tenho uma palavra para nós, alumni: Michelina's. Em algum lugar desse país gigantesco, algum ser humano se identificou e está sorrindo, e é disso que eu estou falando, pessoal, - é inexplicável. Somos todos loucos.

Loucos para voltar.

"Voltar pra Disney? Mas já? De novo?" Não, amigos. Voltar pra casa.

Casa mesmo eu já tive duas na vida. Uma é um apartamento em Manaus, a outra é o Hollywood Studios. A primeira é bem normal e não tem fogos de artifício toda noite, nada emocionante, então acho que vocês não vão me impedir de falar só sobre a segunda.

E que casa legal, hein? Tem gente que não acha tanto assim. Essa casa sofreu umas perdas recentes e por enquanto está com um futuro incerto, mas quem seria eu para não defendê-la? Adeus, meu querido chapéu de feiticeiro, e que você descanse em paz. Adeus, Pizza Planet. Adeus, Osborne Lighs. E Honey, I shrunk the kids. E show chato dos carros. E aquele tour pelos bastidores. Adeus... caixa d'água? Esperem, parem, já tá bom... Oh não. Adeus, Right Block? SEGUREM O FANTASMIC! PROTEJAM ESSE BENDITO SHOW, NINGUÉM ENCOSTA!

Mataram até a minha work location? Como eu vou terminar esse WOL se a minha área nem existe mais? E os newcomers, como farão? O que farão?

Calma, gafanhotos. Positividade. Tudo vai dar certo no final. Tem coisas novas vindo, Star Wars e Toy Story, e posso afirmar que vão ficar bem legais. Ok? Enquanto isso, a gente espera (e reza).

Mas vamos falar de coisa boa? Vamos falar sobre Transtar? Tô brincando.

Vamos falar sobre como é trabalhar nesse parque colorido e um tanto confuso, mas sempre amigável e acolhedor.

Quando saíram as work locations e eu li Right Block, eu não lembrava o que era um stroller. Hoje eu não posso ver um stroller que me dá vontade de empilhar.

O Right Block, antiga locação do Sorcerer's Hat do Mickey, era composto por duas áreas: Oscar's Super Service, lugar onde ocorre o aluguel de strollers e ECVs, e as lojas à direita da Hollywood Boulevard: Celebrity 5&;10, Cover Story e The Darkroom.

                              

O que aconteceu foi que uma pessoa teve uma ideia muito brilhante um dia dormindo e resolveu que seria muito da hora juntar os dois lados da rua, pra sobrecarregar o cast e os gerentes, e deixar para o Right Block somente os strollers e uns carrinhos abertos na entrada, porque... por que não?

Eu não vi essa mudança acontecendo e ninguém ainda me explicou direito como as pessoas estão sobrevivendo, mas sei que na minha memória o Right Block continua sagrado e imaculado.

O que é um stroller?, você deve estar se perguntando. São aqueles carrinhos de bebê que as pessoas empurram pelo parque e tentam levar para dentro das montanha-russas, sem sucesso. E um ECV? É um scooter motorizado que serve para atropelar pessoas e fazer um barulho bem irritante quando engata a ré.

Mas não se intimidem por essas descrições bem sinceras, a gente passa por bons momentos ao lado deles. É uma relação amor/ódio, interdependência, cumplicidade. I know my way around a stroller.

Se você for merchandise e tiver treinamento de strollers, preste atenção, porque são essas as posições que você vai ter durante o dia em rotação:

Stacker/unstacker: Basicamente, empilhar, desempilhar e limpar strollers e cadeiras de rodas, conforme a necessidade. É divertido porque geralmente tem uma pessoa com você e é um trabalho nos bastidores, e acredite, você vai adorar trabalhar nos bastidores sempre que possível. Existem luvas e instrumentos de limpeza, então não se preocupe, não é nada difícil. É lá que acontecem as conversas mais profundas da sua vida com seus coworkers sobre a vida, o universo e tudo mais. I heart stacking (menos quando a pessoa ao seu lado é folgada, aí já viu).

Guest Distribution: você fica lá na frente recebendo tickets e colocando os crachás em cada stroller, ocasionalmente brincando com um bambolê como parte do seu trabalho. Todo mundo ama ser guest distribution (e todo mundo acaba sendo guest distribution o tempo todo, porque é preciso).

Classic Cars 1, 2 e 3: são as três caixas registradoras em que você faz o aluguel dos quatro modelos de transporte: single stroller, double stroller, cadeira de rodas e ECVs. Classic Cars 3 é a posição mais odiada por ter que lidar com contratos e pessoas mal humoradas que não entendem que só pode sentar uma pessoa no scooter e crianças não são permitidas. Sim, está totalmente carregado. Não, não pode devolver no seu hotel. Desculpe, mas temos uma lista de espera. Sim, eu entendo completamente, senhor. Não, eu não posso fazer nada. Sim, eu posso chamar o gerente. Não, o gerente também não vai poder fazer nada, pois temos uma lista de espera. E assim vai.

Classic Cars 1 e 2 são bem tranquilos por ficarem dentro da loja no ar condicionado, e também vendem bebidas geladas, remédios, coisinhas de bebê e pelúcias. Nunca me importava de ficar no 1 ou 2, exceto no início quando tudo era novo e a registradora me assustava. Mas a gente acaba pegando o jeito rápido.

Crossroads: inferno na Terra. Mentira, eu até gostava. É uma loja aberta em formato de círculo bem na entrada do parque e também era um centro de informação. O problema era que as pessoas chegavam lá e esperavam que você soubesse tudo, não só sobre o parque, mas sobre todos os parques e hotéis e ônibus e shows e reservas e fastpasses e personagens e se tinha o tal boneco em tal loja. Também alugávamos armários. Não dava pra ficar um segundo parado, o que é uma coisa boa, e agora com os fogos de artifícios de Star Wars, é a melhor posição no parque para assisti-los. Agora, quando estava -1 grau no sol, era um pouco difícil ficar ali sozinho congelando onde o vento faz a curva.

Valet: a todos a quem isso possa interessar, eu não sei dirigir. Claramente isso não interessou aos meus coordenadores, porque eu vivia nessa posição. Era um trabalho frequentemente simples e requeria que eu passasse muito tempo sentada, o que sempre é um alívio num shift de 14 horas. Basicamente, nós trazíamos os ECVs para o estacionamento on stage e levávamos as devoluções de volta para o backstage, onde estacionávamos os dito cujos perto das tomadas. Ser Classic Cars 3 com um valet ativo deixava o trabalho 60% mais fácil. Talvez hoje eu esteja preparada para dirigir de tanto que eu já estacionei carros na ré sem espelho.

Outra coisa sobre os valets é que se um ECV quebra em alguma parte do parque, é você que precisa levar o guincho com um scooter novo para fazer a troca, e isso sempre é no mínimo uma experiência muito interessante, porque quase nunca eles estão quebrados/descarregados de verdade e o seu trabalho todo pra chegar lá foi inútil, mas hey, pelo menos você passeou um pouquinho.

Lembro claramente de quando recebi a ligação dizendo que tinha um ECV quebrado dentro do Launch Bay no meeting com o Chewbacca num dia lotado. Demorei meia hora só pra chegar lá, passando com cuidado entre a multidão com a minha buzina ignorada, e o guincho se desmontando duas vezes. Depois, tive que passar por dentro da fila com um carro preso no outro em um espaço mínimo, ouvindo todo tipo de comentários de pessoas com um claro desejo de morte, porque ninguém saía da frente.

Aiai, hoje eu acho engraçado, Uma hora depois eu já tava achando engraçado, porque não tinha nada errado com o ECV e mesmo assim eu troquei e pedi desculpas pelo inconveniente, levando mais 20 minutos para voltar pro Oscar's. Cheguei lá e gritei "I DIDN'T KILL ANYONE!" e todo mundo vibrou. São as coisas mais absurdas que a gente sente mais falta.

Agora algo que eu definitivamente não sinto falta eram dos dias fatídicos em que eu fechava o parque no Oscar's e precisava recolher todas as cadeiras de rodas descartadas no estacionamento. Não, não existe um carrinho que faz isso, somos nós cast members que pagamos o pato. Pense em trabalhar um dia inteiro em pé e receber meia noite a função de ir lá fora com um colete neon, algumas vezes no frio, de empilhar cadeiras com rodinhas ruins e arrastá-las pelo estacionamento gigante da Disney até a locação delas dentro do parque. Não parece muito agradável, e realmente não é, mas se mandam seus colegas brasileiras juntos, é zoeira na certa.

                                                   
O que eu realmente gostava era de ir procurar strollers perdidos pelo parque depois que ele fechava. Você basicamente passeia sozinho pelo Studios com luzes todas acesas, e nesse último ano, com as incríveis Osborne Lights acesas, e basicamente tem as ruas inteiras só para você. Era emocionante descer a Sunset Boulevard duas da madrugada com a Tower of Terror coberta em neblina, me sentindo a própria mocinha de um filme de apocalipse zumbi. Lembro de estar atrás da Tower, completamente no escuro, quando de repente um gato preto pula do portão (a Disney solta gatos à noite pra combater os roedores). Só tive um pequeno ataque e corri.

Ou então, estava rodeando a Tower - porque tudo de sobrenatural sempre tinha que acontecer lá - quando de repente escuto um estouro altíssimo engolfando o silêncio absoluto da madrugada. Estavam soltando fogos de artifício num parque que NÃO tinha show de fogos. Dá pra imaginar o meu susto. E essa é a história de como estavam ensaiando para a estreia do Symphony of the Stars de Star Wars.

Então, como vocês podem ver, a vida com strollers tem suas alegrias e tristezas. Mas, brincadeiras à parte, nós também temos a grande responsabilidade de lidar com as pessoas que mais precisam de um nível Disney de atendimento. Não são só pais com crianças pequenas e inquietas que procuram esses serviços, ou gente que simplesmente não quer andar. São cadeirantes, pessoas com dificuldade de locomoção, crianças com câncer e outras doenças de partir o coração. Nós somos o primeiro contato delas ao chegarem no parque e o último contato ao saírem, então a mágica precisa começar conosco e acompanhá-las o dia todo.

Um tarde, uma mãe chegou com uma filha de dez anos sorridente e de olhar distante, e quando a menina sentou na cadeira, a mãe desabou ao meu lado. Ela disse que a filha estava com fibrose cística e estava ao poucos perdendo a visão, e por isso ela a trouxe para a Disney: para que ela pudesse ver o castelo pela última vez. E são nesses momentos que você entende porque está ali. No treinamento, nós precisamos escrever em letras maiúsculas no caderninho: I CREATE HAPPINESS. Não tem muito significado lá, timidamente rabiscado em uma sala fechada, com todo o futuro na sua frente lhe encarando. Mas ali, com as mãos sujas de tinta e o cabelo preso num rabo improvisado, fazendo aquela garotinha rir com o seu aceno, ali tudo faz sentido. I am a cast member. I create happiness. I am essential. I change lives.

Sim, eu fico cansada. Sim, é difícil sorrir todos os dias. Sim, às vezes a gente quer jogar tudo pro alto, chutar a pilha inteira de strollers e voltar pra casa. Mas alguém precisa fazer isso. E eu fiz. Assim como todos os outros que eu conheço que literalmente deram o sangue pela empresa para manter aqueles carrinhos em pé. Por orgulho, por caráter, por dedicação. Muito obrigada por empilharem strollers comigo, amigos. See ya real soon.

Eu sempre fico muito emocionada falando sobre strollers. Enough with them. Vamos falar sobre papel Geami. Já estou arrepiada.

Na Celebrity 5&10, o protocolo é assim: você compra, a gente embrulha. Pense numa loja em que NADA é à prova de gente desastrada. No período do ICP, ela que normalmente é uma loja de cozinha vira uma loja de Natal, cheia de ornamentos, enfeites, figuras de porcelana e tudo que pode quebrar ao mínimo toque. E quebra. Ah, se quebra. Para isso, a Disney não tem plástico bolha para oferecer de consolo aos viajantes. Tem algo melhor, e se chama papel Geami. Tudo na loja é embalado naquele super papelão, e se você já sente o meu desespero, imagine aquela senhora que vai fazer o rancho da árvore de Natal dela nessa loja e chega no balcão com 20 enfeites de árvore, todos prontos para serem embrulhados separadamente, numa fila de proporções pós-Fantasmic. A adrenalina subia e golpeava sangue para todos os músculos do meu corpo, coisas que eu só estou sentindo agora depois de voltar, toda travada.

Mas se na 5&10 a gente não tem um segundo de descanso, na Cover Story a vontade de dormir é total. Basicamente, nós ficamos lá paradinhos enquanto os fotógrafos fazem todo o trabalho de escolher e editar fotos ou pequenos álbuns, só precisando da nossa assistência na hora de pagar, o que demora uns 20 segundos, contrastando com os 20 minutos que eles passam com cada guest.

Só o que ninguém te avisa é que o seu trabalho vai ser quase que completamente de intérprete e tradutor, às vezes até de línguas que você não fala (o que é sempre bem divertido, só que não). No final do ICP eu já fazia até o trabalho do fotógrafo e explicava todos os pacotes, sendo que no início eu morria de medo de me mandarem pra lá porque não entendia nada de photopass, magic bands e Memory Maker. Parece que o mundo dá voltas, não é mesmo?

E se o mundo dá voltas e eu sempre acabava terminando o dia na Cover Story, minha amiga Mariana sempre era mandada relutantemente todas as manhãs para The Darkroom, e com razão. Aquela loja de livros, CDs, DVDs e tantas coisas legais vendia frequentemente só uma coisa do seu estoque: magic bands. Se fosse só vender a maldita tava tudo certo, mas elas também precisavam ser imediatamente linkadas à conta do usuário, o que era feito em um programa que os ICPs não tinham acesso. E, obviamente, nós sempre estávamos sozinhos naquela loja, o que pedia uma ligação urgente para algum dos coordenadores vir e ativar o negócio, o que comumente demorava ou não acontecia. Era uma maravilha. Dica: antes de ligar, acene loucamente para a 5&10 e espere alguém perceber o seu sinal de fumaça, porque depender dos coordenadores em situações como essas é xingamento na certa dos guests, que irão exclamar veementemente que você está estragando toda a viagem deles. Você vai ficar assustado ao descobrir que essa é a frase mais ouvida por todo cast member, independentemente de role, raça ou credo. Não ligue. Você sabe que está fazendo o que pode e que as pessoas perdem muito a noção na Disney.

A Head to Toe é um mistério para mim, porque eu só fui mandada uma vez lá em todo o meu programa, no meu último dia. Lá é a loja que faz a bordagem de chapéus personalizados, assim como toalhas e meias de Natal. O trabalho lá não é pra ser muito estressante, porque quem faz a bordagem é outra pessoa treinada, mas a vibe daquele cubículo é muito agitada e você se sente um pouco na guerra, com gente gritando "MAKE IT WORK" com muitos sotaques carregados e crianças chorando. Você, na sua insignificância em meio ao caos, só anota os pedidos e finaliza a transação e reza pra dar certo.

Um dia no meu treinamento na Head to Toe, meu gerente chegou com um chapéu rosa bebê da Minnie e disse que nós iríamos fazer uma surpresa muito especial pra uma família. Nas mãos, ele tinha os resultados um ultrassom, que nem os pais tinham visto ainda, e quem iria revelar a notícia seria o próprio Mickey, ao entregar uma caixinha para eles contendo com o chapéu, o exame e uma foto nossa segurando uma plaquinha "IT'S A GIRL!". Foi mágico demais.

E se eu achava que nenhuma location se comparava em níveis de estresse ao Right Block, tudo mudou quando, na semana do Natal, eu fui transferida para o outro lado da rua. O Left Block.

"Welcome to Mickey's of Hollywood. Leave your sanity at the door."

O clima naquela loja, a maior do Studios, era de soldados compatriotas dividindo trincheiras, bombas explodindo por todos os lados, gente gritando por ajuda e fugindo para as montanhas (ou só o backstage). Aprendi muito naquela semana e tenho as cicatrizes para provar. Just kidding. A Mickey's é dividida em várias zonas, que englobam todo o merchandise do parque, e é o primeiro e último destino de todo guest que visita o DHS. Tenho flashbacks às vezes de cabides me soterrando num depósito, e eu sei de onde eles pertencem. Tive a sorte de só lidar com os gerentes e coordenadores mais queridos dessa área, além de compartilhar histórias hilárias de trabalho com os outros ICPs dessa location, então sim, eu sou muito grata pela experiência de ter trabalhado lá, embora ainda tenha pesadelos de encontrar guests entrando no meu quarto e eu estar deitada na cama, que faz parte da decoração, e precisar atendê-los. True story.

A Keystone Clothiers é o paraíso do cast member do Left Block. Quando seu colega chega com uma cara meio suspeita e um papel na mão, se não for a hora do seu break, ele provavelmente está de mandando pra fora da linha de fogo, em algum lugar na Keystone, a loja do lado. Ela é basicamente uma loja de roupas adultas, joias e acessórios, além de ser muito tranquila de trabalhar e ter uma posição bastante estratégica na hora da Dance Party. Adorava ficar lá por motivos óbvios, menos quando precisava ser consultora de charms da Pandora, porque não entendia nada disso, mas inventava que só, o que gerava situações bem engraçadas pra mim: "Sim, acredito que esta seja uma coleção exclusiva de 2015" ou "Esse modelo sai bastante, talvez você goste mais desse aqui".

Fui deployed (transferida) mais uma vez no meu programa, dessa vez para a Sunset Boulevard, que foi a minha semana mais agradável de trabalho. Fiquei nas lojas Once Upon a Time, logo ao lado do teatro da Bela e a Fera, que vende coisas de princesa, brinquedos e roupas; a Reel Vogue, antiga loja de vilões, que hoje vende jogos de tabuleiro, pelúcias e doces; a pequena loja de Toy Story logo ao lado da atração; e a Legends of Hollywood, a loja do "Frôzi".

Destaque para essa última locação, em que eu tive que responder cada pergunta de brasileiro que não me aguentava séria.

- É aqui que sai a Frôzi?
- Desculpe, senhora?
- É nessa loja que encontra a Frôzi?
- Ah, sim. Não, senhora, a Elsa e a Anna não ficam aqui na loja. Elas tem um show musical no teatro azul que fica...
- Então elas não saem por aquela porta?
- Não, senhora, ali é só o nosso depósito.

Entre outras pérolas.

Trabalhar na Disney foi uma experiência especial demais. Ser merchan foi algo incrível e desafiador, apavorante e libertador, tudo de uma vez só. Às vezes acordo sem entender como aquilo tudo foi real, de volta à minha realidade como sapo, sem mais estar a 15 minutos do Magic Kindgom ou a um telefonema de distância de tantos amigos, tantas aventuras esperando pra começar. O trabalho é difícil, exaustivo, não nego, mas não é essa questão. A superação pessoal, sim. A vontade de fazer a diferença com as suas pequenas ações. O sorriso discreto no rosto após cada barreira vencida, lição aprendida. Não há palavras para descrever o ICP. Há uma palavra, porém, que chega bem perto: faça.

                           

Nos próximos posts, falarei sobre os outros aspectos do programa: acomodações, dias de folga nos parques, Grace Period, entre muitas outras coisas.

Não se esqueçam de curtir a nova página do blog no facebook para divulgar essas informações do ICP e saber o que esperar dos próximos capítulos.


sábado, 31 de outubro de 2015

Como trabalhar na Disney


Com duas semanas para o meu embarque e visto oficialmente autorizado, sinto que nada, nem um pé quebrado, nem o fim do mundo, nem o vírus da dengue, NADA mais ficará no caminho entre a minha mala e aquele avião.

Dito isso, agora bato na madeira, porque seria horrível ir pra Disney de pé engessado, tomando remédio, no meio do apocalipse zumbi. Pelo menos, se isso acontecer, eu tenho certeza que o meu seguro cobre (mais sobre isso depois).

Trabalhar na Disney é fácil? Vamos começar dizendo que, sim, é possível. É importante essa escolha de palavras, porque "fácil" mesmo é um modo ao qual esse jogo em particular não está habilitado. Aqui nessa realidade é só de level hard pra cima, sendo por vezes uma história indistinguível de Jogos Vorazes, Game of Thrones e Big Brother, só disfarçados de magia e pó mágico.

E, hey, isso é uma coisa boa.

Na verdade, essa é a diferença fundamental entre a experiência de ir à Disney a passeio e a trabalho. A passeio, você senta, relaxa e aproveita, porque sabe que o show foi feito exclusivamente para você. A trabalho, você é a pessoa fazendo o show acontecer. Puxando as cordinhas. Ajudando o Donald a se preparar pra parada das 3 da tarde ("que horas começa a parada das 3?"). Dando o "ok" para o barquinho começar a jornada pela selva animatrônica. Não há espaço para erros quando você é membro do elenco (cast member) da maior empresa de entretenimento do mundo.

E por que alguém escolheria o modo hard em vez do modo easy, especialmente quando o modo easy parece tão mais mágico e perfeito? Afinal, ninguém quer ver a Cinderella comendo um sanduíche de bacon enquanto alguém conserta as luzes problemáticas do Fantasmic.

Bom, assim como qualquer videogame, o modo hard, quando batido, sempre é também o mais gratificante: eu consegui, fiz isso sozinho, sou o campeão, pode soltar o Queen bem alto agora.

Mas todo mundo sabe que a Disney não é como um videogame, não tem nada a ver, é só a metáfora mesmo. A Disney é um sonho. E nenhum sonho se realiza sem um esforço muito grande, um estresse que te consome e muitas noites mal dormidas. Porque, no final, o sonho sempre vai valer a pena.

A Disney é o meu sonho. E agora, pode-se dizer que estou pronta para vivê-lo, uma vez que a parte burocrática está toda completa.

Qual é o seu sonho? Se houver alguma chance que seja parecido com o meu, continue por aqui que vamos desvendá-lo para você.


Quem é que faz o programa?
O ICP (International College Program) ou CEP (Cultural Exchange Program), no Brasil, é mediado pela STB (Student Travel Bureal), uma agência de intercâmbio que sedia a primeira fase da seleção e facilita o processo para o aplicante. Acessem o link para maiores informações sobre o ICP.

O que eu preciso fazer para ser elegível para o programa?
- Ter no mínimo 18 anos de idade até a data de início do processo seletivo.
- Ter inglês fluente.
- Ser estudante universitário regularmente matriculado em curso presencial reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), com duração mínima de quatro anos e calendário acadêmico regular.
- Estar cursando entre o segundo e o último período acadêmico.
- Ter disponibilidade para iniciar e completar o programa a partir de meados de novembro até o começo de março do ano seguinte.
- Possuir condições financeiras para custear bilhete aéreo de ida e volta, seguro médico internacional, as primeiras duas semanas de acomodação e despesas de visto.
- Estar apto a morar com participantes de diferentes países e culturas.
- Ser extrovertido, alegre e flexível.

No que consiste o processo seletivo?
O processo mesmo leva uns seis meses, o que é uma maravilha para pessoas ansiosas como eu, mas basicamente ele consiste em duas palestras e duas entrevistas que você precisa passar. A primeira fase acontece em algumas cidades do país, como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte, e é feita por representantes da STB, toda em inglês.

Depois da primeira fase, se seu resultado for positivo, você passa para a segunda fase em São Paulo, em que a entrevista é feita pelo povo americano da Disney, e esse ano, pela primeira vez, foi realizada no próprio escritório da Disney, o que é um pouco bastante tenso, mas divertido.

Além disso, eles avaliam seu currículo (não é necessária experiência anterior de trabalho) e sua Letter of Intent, carta em que você explicita os motivos por quais você quer muito isso pra sua vida (sem muito melodrama, por favor, mas sem deixar de ser fofo, afinal não é pra esquecer que é um intercâmbio de trabalho, mas também é a Disney). Para saber mais sobre essa parte, acesse esse blog que me ajudou muito durante o processo.

O que posso fazer na Disney?
As "roles" (funções) são:

- Attractions/Operations (trabalha em brinquedos, shows e paradas);

- Bell Services (posição em hotéis, parecido com mensageiro); 

- Character Attendant (acompanhante dos personagens); 

- Character Performer (o próprio personagem, mas para o ICP só é possível ser um personagem de "pelo", então, não, meninas, não pode ser princesa); 

- Merchandise (trabalho em lojas de parques, hotéis e Disney Springs); 

- Quick Service (trabalho em restaurantes fast-food em parques e hotéis);

- Costuming (trabalho de bastidores, nos locais onde os cast members retiram e devolvem suas roupas); 

- Custodial (manutenção e limpeza de parques e hotéis durante o horário de funcionamento para o público); 

- Full Service (função exercida em restaurantes com serviço de garçom); 

- Housekeeping (camareiro nos hotéis); 

- Lifeguard (salva-vidas); 

- Recreation (aluguel de equipamentos de lazer em hotéis, entre outros). 

É importante ressaltar que enquanto você pode determinar as suas preferências, a escolha final sempre é da Disney e não pode ser alterada, exceto em raríssimos casos. Minha dica: só vai. No ICP, a gente diz: "the role never bothered me anyway". A oportunidade e a experiência como um todo são muito maiores que a sua posição no show. Na Disney, todo mundo é importante.

Clique aqui para maiores informações sobre as roles.

E se você quiser ser expert no programa e saber de tudo na hora que acontece,
Entre no grupo fechado do facebook dos Futuros Cast Members, em que todo mundo se ajuda e você vive o programa várias vezes antes mesmo de participar. É sério. Entrem no grupo. Salva a sua vida várias vezes quando tem informação nova nos sites ou prazos urgentes pra cumprir.

Agora, a minha experiência.

Se você mora em Manaus e tem um sonho, espero que você seja uma pessoa muito valente. Eu não sou, mas estou aprendendo a ser. Além do custo normal do programa (que é mais barato que um intercâmbio normal, além do fato de você ganhar boa parte de volta com o seu salário), eu tive que viajar duas vezes com a minha amiga Victoria só para fazer parte do processo seletivo. 

Após trancos e barrancos, uma carta escrita às pressas, a Victoria ter ficado de stand-by na primeira fase, uma segunda entrevista tão nervosa que tenho espasmos só de lembrar, a novela do seguro de saúde e um drama gigantesco nas faculdades públicas desse país, passamos. Vamos. 

Eu passei para Merchandise, a Victoria para Quick Service, e vamos no dia 16 e 30 de novembro, respectivamente, voltando em 11 de fevereiro, após uma viagem de 5 dias para Nova York no final do programa.

Rimos, choramos, batemos a cabeça na parede, cantamos High School Musical na fria sala de espera da entrevista com vários desconhecidos, conhecemos a Rádio Disney, sofremos com a Internet caindo bem na hora das missões impossíveis que precisavam ser cumpridas em segundos, choramos mais um pouco, gargalhamos, fizemos amigos do Brasil todo e muito brevemente do mundo todo, vimos várias pessoas ficarem pelo caminho, aprendemos a apontar com dois dedos... e assim é o ICP.

E, acredite ou não, ele só está começando.

Tenho tanta coisa ainda pra falar que meus dedos estão engasgados, por isso hoje vou parar por aqui. Qualquer pergunta, qualquer sugestão de tópico sobre o programa, não hesite em perguntar, que eu estarei prontíssima para responder, funcionária digna de Walt Disney que sou.

Caramba.

Que sonho. 


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

P.S.: Funcionária do Mickey


Com as mãos trêmulas e o cabelo molhado, escrevo estas palavras que convêm uma alegria muito sofrida e suada: após meses de incessantes testes e preocupações, sou oficialmente uma cast member contratada pela Walt Disney World na Flórida. Resumindo, eu vou trabalhar na DISNEY. Sabe a Disney? Aquela Disney? Pois é, essa Disney. Eu tô indo trabalhar lá. Eu, eu mesma. Na Disney.

As mãos trêmulas não são tão difíceis de deduzir o motivo, eu acabei de voltar do consulado americano e eles estavam anunciando que iriam começar "um treinamento de destruição em massa com armas pesadas", e que "não era necessário se alarmar". O cabelo molhado é porque eu saí correndo na chuva sem olhar pra trás, pernas pra que te quero, com bombas explodindo em algum lugar da propriedade, sorrindo feito uma pessoa que aparentemente ainda não entendeu a estranheza da situação.

Quem liga para bombas, que se explodam, porque eu acabei de passar com louvor pelo Chefão Final da última fase do Cultural Exchange Program (CEP, falecido, porém eterno ICP), a temida e impiedosa Embaixada dos Estados Unidos.

Este post é somente uma nota para expressar a minha mais que absoluta felicidade e êxtase com a notícia, e anunciar a nova série do blog, que vai ser sobre um assunto que eu acho que vocês podem adivinhar.

Respondendo logo algumas perguntas que serão elaboradas futuramente, junto de maiores explicações, eu adianto que será um estágio de novembro a fevereiro em Orlando, e que não, eu não vou ser a Minnie, nem o Pateta (acho importante declarar, haha). Passei para o cargo de Merchandise, ou seja, vou trabalhar nas lojas do complexo.

Já que a minha mão parou de tremer, agora é hora de comemorar (tomando água, porque a garganta tá seca, seca).

Se você estiver visitando a Disney nesse final de ano, não esquece de dar um oi.

Enquanto isso, vou ficar aqui praticando a chamar um certo camundongo de chefinho.


domingo, 17 de abril de 2011

Conheçam Marina, meu amor

Este post faz parte do especial DIÁRIO DE UMA VIAGEM PARA FLÓRIDA - THE SUNSHINE STATE. Parte 8.

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Você sabe o que mais tem nos Estados Unidos?
Se você, espertinho, disser "americanos", errou.

Nos Estados Unidos, tem muito é brasileiro. Verde e amarelo. Ou pelo menos, na Flórida tem.

Lojas brasileiras, atendentes brasileiros, restaurantes brasileiros... todo mundo é feliz. Você se sente em casa... e isso é ruim, porque você deu o maior duro pra sair do país e... parei.

Teve uma vez, lá no começo da viagem, que nós fomos pro único lugar que ainda tava aberto às 22 da noite. Pizza Hut. Sim, as coisas lá fecham cedo. E quando chegamos, tava a maior fila.

Tudo brasileiro.
Engraçado é que, embora sejamos um país de proporções continentais... todo mundo é igualzinho. Olha a ironia. XD

O que eu quero dizer, é que todos, de Norte ao Sul, temos os mesmos hábitos. E em outros países, isso se repete. Acordamos nem tão cedo nem tão tarde, vamos ao parque, compramos as coisas por último, aí seguimos para um restaurante. De preferência brasileiro. De preferência o Vittorio's ou o Camila's. Esses aí fazem a alegria da rapaziada...

Comida tipicamente... nossa. Mineira, pra ser mais específica, mas qualquer coisa que não seja hambúrguer e pizza já tá bom. E lá pelo final da primeira semana, você já tá doido pra comer uma farofa... e feijão também.

Pense num lugar lotado.
Você diria que é o próprio Brasil, se não olhasse pras roupas de frio de todo mundo. Ah, e pros cachecóis de Harry Potter também. E os bonés do Mickey...

E foi num dia desses, lá no Camila's... que eu conheci a Marina.

Estávamos lá, jantando, felizes, assistindo os primeiros capítulos da chatice de Insensato Coração na Globo Internacional, esperando que mais um dia feliz acabasse...

Na mesa, papai estava pro lado de lá, e eu e o Carlinhos estávamos pro lado de cá [?], de frente pra TV, ele na direita e eu na esquerda.

No nosso lado, mãe, filha e filho comiam igualmente felizes. Ou quase. A mãe e o filho sentavam pro lado oposto da televisão, e a filhinha sentava sozinha do outro lado, tentando assassinar o garfo.

Ela era muito desastrada. A mãe estava sempre repreendendo a pobre. "MARINA, PARA COM ISSO, MINHA FILHA! VOCÊ ESTÁ COM O CABELO NO FEIJÃO!", essas coisas.

Oh, Marina.
Ela devia ter seus 8 anos.

Até que Carlinhos foi pegar mais comida. Tudo bem. Quando voltou, se deparou com uma cena fantásica. Marina queria pegar o guardanapo, que estava debaixo do copo monstruoso de refrigerante. O mais lógico a se fazer, é claro, ERA PUXAR O GUARDANAPO COM TUDO E REZAR PRA SER O QUE DEUS QUISER. Obviamente, o copo de Coca foi derramado todinho na mãe e no irmão.

A essa altura, EU já estava rezando pela Marina.

A mãe meio que se levante e grita pausadamente, mas com raiva: "PORRA, MARINA, MEU AMOR! VOCÊ NÃO TEM JEITO MESMO! É MUITO DESTRAMBELHADA!".

Porra, Marina, meu amor.
"Eu não vou rir, eu não vou rir, eu não vou rir", acho que já estava meio roxa.

Sabe aqueles momentos em que você daria tudo por uma câmera de vídeo?
Perdi o que seria o maior sucesso do YouTube de 2011.
Mas isso a gente supera.

Agora, se a Marina supera, não sei.


No outro dia, estávamos indo novamente pro parque do Harry Potter (Islands of Adventure, ver antigos posts), e andando contentes naquelas esteiras de aeroporto que te fazem andar mais rápido.

Até que ao longe, eu vejo uma mãe, assim, meio irritada, gritando com a filha e apontando pra ela. Me aproximei e... PORRA, ERA A MARINA, MEU AMOR!

Eu fui correndo ao contrário, morrendo de rir, pra gritar pro Carlinhos "A MARINA TÁ AQUI! A MARINA TÁ AQUI!".

O chato é que ela nunca soube da minha existência. Mal sabe que somos grandes amigas.

Agora... quais são as chances disso acontecer? De ela estar no mesmo lugar que eu, fazendo as mesmas coisas de ontem? O capiroto é mesmo forte.

E depois disso, já sabia que a viagem estava completa.



NO PRÓXIMO POST... Cirque du Soleil e o final da viagem. Não percam!

Quero dedicar este post à Marina, meu amor, onde você estiver, não esquecerei de você. XD





quarta-feira, 30 de março de 2011

Universal & Animal

Este post pertence ao especial: DIÁRIO DE UMA VIAGEM PARA FLÓRIDA - THE SUNSHINE STATE. Parte 7.

Sem querer desmerecer nada em Orlando... mas nem todos os parques são assim, fantásticos o tempo todo. Outros são razoáveis, pra aqueles dias em que você não quer pegar muita fila, ou já tá cansado de ver tanto brasileiro...

Com vocês, Universal Park e Animal Kingdom.

Universal Park
Parece que a Universal errou na hora de dividir os parques... O parque secundário, Islands of Adventure, tem muito mais "adventure" que o prório Universal.

Mas, vamos as atrações.
Eu não lembro muito desse dia, só para constar...
Lembro que meu pai ganhou um pinguim azul pra mim em uma barraquinha, lembro que o Carlinhos foi ao banheiro aproximadamente 3492747419 vezes e lembro que o Burro falou pra mim que gostava de queijo, é.

***

Logo na entrada, gritos.
Que ser isso, Merlin?

Dia da Tortura Coletiva no parque? Robert Pattinson chegando na cidade? Guerra?

Não.
É a Hollywood Rip Ride Rockit, uma montanha-russa que tem assentos com alto falantes individuais que permitem que você escute a música que escolher, dos gêneros Clássico Rock/ Metal, Rap/Hip-Hop, Club/Electronica, Pop/Disco ou Country, para ouvir durante o "passeio". O melhor: não dá pra ouvir a barulheira dos assentos do lado.

O percurso inteiro demora incríveis... dois minutos e meio. Mas é emoção pra uma vida toda. Segundo a atração, "inclui três mnobras que jamais foram feitas antes, um 'loop' em que o visitante NÃO ficade cabeça para baixo, curvas espiraladas". É claro que eu não fui.

Mas fiquei olhando, masoquista, o povo subindo, descendo e gritando lá em cima. Foi tão divertido.

É claro que nada é tão divertido quanto Shrek... e imagina então em uma completamente nova aventura em 4-D?

O mais legal é o pré-show, que demora 6 minutos, e o espelho falando que "não pode tirar foto com flash dentro da sala senão você é torturado, não pode comer dentro da sala senão te mandam pro calabouço". XD

Falando em tipos de tortura, provavelmente você conhece o filme Jaws (Tubarão). Eu conhecia muito bem em 2006 quando fui nesse brinquedo pela primeira vez, aos 10 anos.

Cara, foi desesperador.
Na fila, Carlinhos ficava dizendo que o barco virava ao contrário e o tubarão passava pela gente... Tinha que ver o único ser morrendo de chorar e gritar na fila. Eu odeio tubarões, baleias, tudo que esteja dentro do mar... e que esteja perto, pronto pra me atacar.

O passeio começa feliz, a gente fica "lalalalala", e o guia fica falando um bando de bobagem que eu não entendia na época, mas todos sabiam o que nos aguardava. Ele comenta sobre tubarões naquela área, mas aí volta pro "lalalalala" e todo mundo fica feliz de novo.

Até que a música começa mudar...
"Lalalalala tam lala TAM TAM lalala TAM TAM TAM TAM TAM TAM TAM...". Oh yeah, você conhece esse TAM TAM.

E eis que surge o criaturo. O tubarão. Do lado do barco. De boca aberta. É muito real. Eu desatei a berrar de novo "SOCOOOOOOOOOORRO, NÓS VAMOS MORRER". Mas é claro que ninguém entendeu, e devem ter preferido achar que eu era autista.

Enfim, o bicho some, o cara pega uma espingarda e começa a apontar para todos os lados ao mesmo tempo. E O BICHO SURGE E TE ASSUSTA DE NOVO, DESSA VEZ DENTRO DE UM GALPÃO ESCURO, E FAZ O BARQUINHO BALANÇAR.

"MAAAAAAAAMÃÃEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!".
Dessa vez, meu pai deu um soco nele, e ele desceu. Espero que não tenha sido por isso que o brinquedo estava fechado quando a gente foi lá nesse ano. XD

Terminando a história... Vimos um barco idêntico ao nosso naufragado, com manchas de sangue na água, e sabíamos que o MORTAL COMBATE estava próximo. O bicho surge, o cara dá uns cinco tiros nele, a música volta a ser "lalalala", e todos saímos felizes de novo. Menos eu. Eu me traumatizei.

Mas eu realmente não sei mais o que falar do Universal, então...

Animal Kingdom
O parque da Disney destinado aos animais selvagens. Podem imaginar como Carlinhos estava se sentindo, certo?
Mas cá pra nós, eu acho que ele até gostou no final. Os safáris são muito legais, principalmente os com animais de verdade [?], e é bem imprevisível, pois nenhum passeio é igual.

Em um desses safáris, encontramos o grupo de excursão amarelinho da Tia Fulana. É incrível como todos eles tem nomes idiotas, geralmente começados com "tia" e o nome da dita cuja, que também é idiota. Eu não estou lembrando nenhum deles agora, mas acredite, você nunca gostaria viajar de "tia" e ter que usar uma roupa de canário o dia inteiro e uma pochete.

Vale a pena assistir... o show baseado no filme do Rei Leão. É lindo, cheio de animatrônicos, músicas do filme, acrobatas... e você ainda pode ser do grupo da girafa, do leão, do elefante ou do javali, dependendo de onde sentar. Lá você descobre que a girafa faz um barulho parecido com a de um cabritinho. XD

Bééé.

EU ESTOU LÁ ATRÁS, TÁ VENDO, TÁ VENDO?
Mas o Animal Kingdom foi importante pra mim, pois foi nele que eu andei pela primeira vez em uma MONTANHA-RUSSA DE VERDADE... O Everest.

Você e povo vão num trenzinho em alta velocidade, em curvas "radicais" até chegar uma hora EM QUE O TRILHO ACABA, E O TREM SAI VOLTANDO DESGOVERNADO PELA COMPLETA ESCURIDÃO, ONDE PRATICAMENTE TUDO ACONTECE... Parece que você está sendo engolido pelo próprio umbigo.

Pra variar, vem um monstro - o Yeti -, ele te assusta, aí você despenca lá de cima. LEGAL, NÉ?

Meu estômago não achou, mas isso a gente abafa.
Foi legal a experiência.

Não tenho mais muito para contar hoje, então me despeço com um beijo e um queijo do Burro, que fala... duas frases em português, olha que legal. Abafa também que uma delas é só "Olá".

Aliás, está ficando muito abafado aqui.


Preciso de um ventilador. E de juízo também.

Mais fotos...


Outro gorila... Eles me perseguem.


Nem comente.


sábado, 19 de março de 2011

Volta ao mundo em 1 dia - Bem-vindos ao Epcot

Este post faz parte do especial DIÁRIO DE UMA VIAGEM PARA FLÓRIDA - THE SUNSHINE STATE. Parte 6.

Parece que agora nós íriamos de verdade para o Epcot.
Fazia sol, o céu estava azul, passarinhos cantavam... Tudo indicava um ótimo dia - e esse foi, tá?

Epcot foi um dos grandes sonhos de Walt Disney, conforme eu li na biografia de 900 páginas dele (sou fã). Sabia que isso é uma sigla? Epcot significa Experimental Prototype Community of Tomorrow, mas é que Epcot fica mais bonitinho. XD


Infelizmente, infelizmente mesmo, Walt não viveu o bastante para ver seu grande sonho realizado. O parque "do futuro" foi inaugurado em 1966.

O Epcot é dividido em 2 parques, e eu não sei qual deles é o mais fantástico. O Future World é a parte mais voltada para a tecnologia, o universo e carros... e o World Showcase é uma volta ao mundo (que fica em volta de um lago XD), que passa por 11 países de vários continentes.

Logo na entrada, tiramos fotos com a Margarida e o Stitch, e foi nessa hora que eu percebi que a gente tinha tirado fotos com poucos personagens. Mas eu abstraí isso logo e continuei feliz.

E TEM A BOLA! A GRANDE BOLA DE GOLFE!
Stitch do gueto.
Pra quem não sabe do que eu estou falando, o símbolo do parque Epcot - que fica logo na entrada - é uma bola prateada que parece muito uma bola de gole, e é TÃO GRANDE QUE PODE SER VISTA DE TODOS OS PAÍSES... do Epcot.

E pra melhorar, a bolinha também é uma atração - a Spaceship Earth Ride. Uma viagem no tempo por meio de carrinhos, que vai passando por toda a história da humanidade. Os bonecos parecem mesmo gente de verdade. Eu até tentei conversar com um, mas ele estava muito ocupado inventando o papiro. Resolvi deixá-lo em paz.

O MAIS INCRÍVEL É NO FINAL... Nós vamos parar, bem, NO MEIO DO UNIVERSO! Tem estrelas no céu, a imensidão ao nosso redor, e nós continuamos "andando" até avistarmos a nossa mãe... a Mãe Terra. Pensou que a sua coroa ia surgir num telão no meio do passeio? XD É, também achei que não seria divertido.

SÓ QUE O MAIS INCRÍVEL QUE A COISA MAIS INCRÍVEL, é que depois disso, nós fazemos um teste, e de acordo com as nossas respostas, ELE FAZ UM VÍDEO SOBRE VOCÊ NO FUTURO, E O BONECO TEM A NOSSA CARA!

Explico: No começo, uma câmera tira uma foto nossa no carrinho, e diz que é "pra eternidade", aí todo mundo sorri e tenta parecer bonito para as próximas gerações. Aí eles usam essa foto no final. É perfeito. Mais uma vez eu lamento não ter ainda os vídeos da viagem disponíveis pro blog, porque meu pai filmou boa parte do filminho.

MOMENTO PATETA
-Carlinhos, olha pra foto, tão dizendo que vão tirar uma foto nossa.
E ele continuou mexendo na mochila, no banco atrás de nós.
-OLHA PRA FOTO, CARAMBA! - disse, sem mexer o sorriso.
Ele meio que olhou não olhando, com cara de assustado.

Resultado: a foto dele saiu HILÁRIA, com cara de perturbado mental tipo máximo. Isso pelo menos é o que ele diz, porque eu não vi o vídeo dele, só o meu e o do meu pai, porque nós estávamos na frente.

MAS PROMETO, ASSIM QUE CONSEGUIR, O VÍDEO VAI SER POSTADO AQUI.

***

Sabe aquele seu sonho de criança, o de ser astronauta? Na Disney você pode.

Em Misson Space, você é nomeado como comandante, piloto, engenheiro e navegador de uma missão no planeta MARTE! Você entra na nave, e aparece tudo que está acontecendo na tela, o cara te manda apertar uns botões na hora certa... É imperdível.

Nós estabelecemos um padrão com esse brinquedo. Da outra vez, eu, Carlinhos e papai fomos, respectivamente, comandante, piloto e engenheiro da missão, e dessa vez foi a mesma coisa.

Eu ficava desesperada em 2007, porque eu pensava que se não apertasse o botão quando ele mandava, TODOS ÍAMOS MORRER, ou coisa do tipo. Não ria de mim, eu era uma criança feliz.

OUTRO BRINQUEDO MUITO LEGAL É O Test Track. A fila já é divertida. Nós ficamos assistindo testes em carros, como de batidas, e outros com partes do corpos humanos. Os bonecos eram jogados no chão, e tinham outros só com partes específicas do corpo, como o joelho e tal, pra ver a resistência. No final da fila, tinha uma placa com letras garrafais escrito: Aqui o boneco é você.

E tem outras enrolações depois que a gente entra, tipo uma apresentação de cerca de 20 minutos sobre os ensaios realizados em campos de testes... *Zzzzz*

Tava tão chato que nós fizemos uma aposta de quantos lugares tinha o carrinho, conforme a gente lembrava. Papai e eu dissemos 8, Carlinhos disse 6, essas coisas.

MAS AÍ A PARTE LEGAL COMEÇA.
Descansando...
Entramos em um carrinho de 6 pessoas ("Para de zoar, Tu."), e participamos de testes de freio, subidas, suspensão, temperatura, radioatividade (?) e, FINALMENTE, O DE ALTA VELOCIDADE, em uma pista olval a céu aberto, o que significa que a atração fecha quando chove, e que nós teríamos ficado muito fulos se tivéssemos ido ontem para o parque.

E MAIS UMA VEZ, NÃO FOMOS NO Soarin'. É uma atração super procurada, em que fazemos uma fantástica viagem pela Califórnia, a 12 metros de altura, com o vento batendo em seus cabelos, sentindo o cheiro das laranjas e... Bom, é claro que isso é um simulador. Mas não vou me estender muito nesse brinquedo senão eu choro.


Existem muitas outras atrações, mas eu quero passar logo pro que importa.

-Fui do México à Noruega em alguns minutos, você sabia?
-MENTIRA.
-Verdade.

E assim que entendermos como isso é possível, aí poderemos voltar pra aquela outra pergunta, do ovo e da galinha...
HAHAHAHAHAHA. Ok, deixa eu explicar. Embora eu já tenho feito isso lá pra cima, estragando toda a graça agora.
Começou o World Showcase. Os países são: México, Noruega, China, Alemanha, Itália, Estados Unidos (não sei pra quê, nós já estamos lá, mesmo), Japão, Marrocos, França, Inglaterra e Canadá.

Seguiu mais ou menos nessa ordem cronológica.

 Eu, no México, doida pra sair de lá.

Nós na Noruega, nos sentindo intrusos.


Eu na China, feliz da vida e cantando o jingle do China in Box.

Eu na Itália e ponto.


Meu pai na Itália, preocupado em saber se toda a torre ia sair na foto.


Branca de Neve assustadora na Alemanha. E essa roupa de frio não vale.


Eu na Alemanha.


Eu na Alemanha comendo Apfel Strudel, minha torta preferida, que eu adoro, e não divido com ninguém.

Meu pai na Alemanha, terminando meu Apfel Strudel.


Eu e Carlinhos cansados da Alemanha.



Eu e papai, felizes por termos saído da Alemanha e dos Estados Unidos, que vem logo depois. Este é o Japão.


Eu e Carlinhos no Marrocos.


Eu e Carlinhos começando a achar que O Clone foi gravado na Disney.


Eu na França, procurando a Torre Eiffel.


Eu achando a Torre Eiffel.


Bela Adormecida na França.
Eu começando a indagar por que todas as princesas da Disney são estranhas.



Eu na Inglaterra, telefonando pra casa.


Eu no Canadá, doida pra voltar pro Brasil.


domingo, 6 de março de 2011

DISNEY HOLLYWOOD STUDIOS - MGM

Este post faz parte do especial DIÁRIO DE UMA VIAGEM PARA FLÓRIDA - THE SUNSHINE STATE. Parte 5.

Após a baita confusão no dia passado por causa do desconhecido feriado judeu... enfim um dia de calmaria.
Acordamos tarde e vimos que não daria tempo de ir no Epcot, porque o parque é muito grande. "Então, vamos logo no MGM?".


O símbolo do parque MGM (não importa se mudaram o nome, pra mim é MGM) é o chapéu do Mickey Feiticeiro. E algumas pessoas felizes um dia descobriram que se tirassem a foto no ângulo e lugar certo, iria parecer que elas estavam usando o tal chapéu. É claro que eu resolvi ser uma pessoa feliz também.

O dia estava bastante agradável, e isso fez tudo ficar bem mais divertido. Sem nenhum sinal de chuva - vocês vão ver o quanto isso é importante a ser mencionado mais tarde.

Nesse dia, estávamos todos juntos - eu, meu pai Carlos, Carlinhos, tio Antônio, tia Priscilla e meus primos Giovanni e Tiago. E todos juntos decidimos começar o parque pela atração Sounds Dangerous, que é uma experiência que explora os efeitos sonoros utilizados nos filmes e na televisão, e passa a maior parte na completa escuridão.

É meio chata para crianças mais novas porque além de ser tudo escuro, não dá pra entender nada se você não fala inglês. Nós colocamos os fones de ouvido e ficamos só... escutando. Em alguns momentos, a tela acende e podemos ver o que o personagem está fazendo, mas aí.. bem, apaga de novo.

Pra falar a verdade, é uma atração meio chata pra todo mundo.

Depois dela, saímos CORRENDO (literalmente), para chegar a tempo no show Indiana Jones Epic Stunt Spetacular, que ficava bem pertinho. Lá, várias cenas dos filmes do IJ são recriadas, e é muito emocionante. Eles chamam pessoas da plateia para participaram como figurantes, e fazem o treinamento delas. Sempre é muito engraçado, e tem uma surpresa no final.

Tem de tudo no show, desde a famosa cena em que o herói tem que correr DESESPERADAMENTE para não ser atropelado por uma pedra gigante, um jipe em chamas, MUITAS EXPLOSÕES e... brigas, muitas brigas. Além disso, entendemos melhor como funcionam os truques de filmagem, posicionamento das câmeras, efeitos sonoros e visuais e como as cenas são filmadas e ensaiadas.

E tudo ao som da famosa musiquinha tema.
"Tam tam tam tam, tam tam tam, tam tam tam taaaaaaam..."

Logo depois desse, corremos para outro espetáculo. Vale lembrar que como haviam poucas pessoas no parque, todas estavam fazendo o mesmo roteiro, então TODO MUNDO estava correndo do show do Indiana Jones pra esse outro, pois TODO MUNDO já estava atrasado. Parecia a São Silvestre.

Esse tal espetáculo era o Lights, Motors, Action! Extreme Stunt Show, QUE É MUITO LEGAL. Tem umas muitas acrobacias envolvendo carros, motos, jet-skis e muitos efeitos especiais, como explosões, tiroteios, um cara caindo de um prédio e cenas na água. Os carros saltam sobre caminhões, simulam corridas... E TUDO EM ALTA VELOCIDADE. Diga adeus aos seus tímpanos, mas você NÃO PODE deixar de assistir.

Depos disso, nos separamos.
Papai, Carlinhos e eu fomos para o Jim Henson's Muppet*Vision 3-D, que como o nome sugere, é um show em 3-D com os personagens Muppets (sério?). A sala de espera é muito legal, onde nós assistimos um pré-show muito engraçado que duras uns 12 minutos. Depois, as portas se abrem e todos entram no teatro para o "filme", com efeitos especiais ao longo de toda a sua extensão. Na verdade, é um show 4-D. Água é espirrada no público e de repente aparecem bolhinhas de sabão, além do uso de bonecos animatrônicos ao vivo, misturados com o filme em 3-D. Tem até fogos de artifício (de mentira, claro), pelo que me lembro.

Todos os personagens de Muppets dão o ar da sua graça nessa apresentação - mais divertida do que nunca.

Hora de falar do brinquedo mais legal do parque - o Toy Story Mania. Quem não gosta de Toy Story?

Na fila de espera, tem o Sr. Cabeça de Batata, e ele canta e interage com a gente, já aí é muito legal. Pra falar a verdade, toda a fila é muito legal, e tem uma hora que nós entramos no quarto do Andy... *olhinhos brilhando*. Era o sonho da minha infância.

No briquedo, utilizamos óculos 3-D e pistolas, para acertar diversos alvos e acumular pontos. É emocionante. Não lembro da minha pontuação, mas foi extremamente baixa se compararmos aos experts lá do meu lado. Parece que esse povo decora onde estão os maiores prêmios e ficam repetindo o briquedo o tempo todo. Aff.

Fomos almoçar às... 5 da tarde, por aí.
O chato de comer nos parques é que só comemos porcaria, e uma hora isso cansa.
A parte boa é que nós descobrimos vários restaurantes brasileiros para jantar à noite, entre eles o Vittorio's e o Camilla's. Mas isso é assunto pra outro dia, em que vocês vão conhecer a Marina. XD

Queríamos muito assistir o Voyage of the Little Mermaid, pois lembro que tínhamos adorado da outra vez. É um show formidável, que reconta a história de Ariel. Durante a apresentação, os personagens cantam as consagradas músicas desse filme fantástico, o que atiça o público a cantar junto.

Infelizmente, chegamos... 5 minutos tarde, e não pudemos entrar. Paciência...

Mas tudo bem.
Faltava outro espetáculo para assistir.
E se não outro clássico Disney... A Bela e a Fera.

O show da Bela e... espera. Sei o que você está se perguntando. "Cadê aquele elevador que despenca 13 andares?". Eu não gosto muito dessas coisas, por isso ficamos longe dele.

Mas posso explicar como as coisas funcionam lá.

The Twilight Zone Tower of Terror é um elevador que despenca 13 andares.
Gostou?
Ok, ok.

Pra resumir o que eu vi num site sobre o assunto, você embarca num elevador com capacidade pra 21 pessoas, que como vocês já sabem, despenca do 13 andar. É o "ápice" da atração. *leitores jogam tomates em mim*. Logo que você adentra ao prédio, é conduzido a uma biblioteca onde assiste a uma apresentação onde os eventos ocorridos no hotel são descritos, enfatizando a história de cinco hóspedes desaparecidos no Halloween de 1939 em decorrência de um fenômeno sobrenatural.

Vale lembrar que o elevador se locomove tanto vertical quanto horizontalmente.

AGORA...

Vamos voltar pra Bela e a Fera, ok?

É TÃO BONITO!
As coreografias, os cenários, as músicas... menos os atores. A peruca da Bela é mal feita, assim como a de TODOS os personagens. Mas quem se importa?

O espetáculo rende ótimas fotos.
PENA QUE A BATERIA DA NOSSA CÂMERA DESCARREGOU, E NÃO DEU PRA FAZER QUASE NADA. Ainda bem que eu tenho umas fotos antigas aqui de 2007 pra mostrar.

Só que aí.. no meio do espetáculo... "CABUUUUUUUUUUUM".
Começa a cair uma tempestade desgraçada.
Acho que NUNCA vi algo igual.

O pessoal teve que sair na chuva mesmo. Mas ERA UMA BAITA CHUVA. Os pingos eram grossos, e até DOÍAM quando caíam na gente. Eram poças por todo o lado do parque, e eu fiquei completamente encharcada.

O mais impressionante eram os raios que deixavam o céu todo branco. Era assustador.

Corremos para a entrada, reunimos todo o pessoal e pegamos o "trem" que leva ao estacionamento.

Estávamos quase no carro quando meu pai gritou "PERAÍ, PERAÍ!", e resolveu tirar uma foto do dia mais aguado da minha vida. Ainda tinha um pingo de bateria, mas só dava pra uma foto. Uma única foto...

... e ela saiu tremida. Paciência...


Mais fotos...




Casa real do filme Hannah Montana

É MEU!!!

Uma foto que não deu certo.