segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Noite dos sonhos



"- A noite de hoje está me parecendo um sonho.

- Mas não é. É que a realidade é inacreditável."

Clarice Lispector Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres


O meu sonho é, um dia, estar numa noite dessas.
Seja na chuva, seja no frio...
Em Paris, qualquer dia é um dia extraordinário.
Mas por que Paris?
Logo eu que nunca tive vontade de aprender francês.
Logo eu que nunca fui com a cara dos franceses.
Logo eu que adoro a Inglaterra.
Por que Paris?
Simples.
É só olhar a foto acima.
E viajar com as luzes, formas, cores...
Por que Paris?
Ah, que justificativas eu ainda quero?

Au revoir.



domingo, 6 de fevereiro de 2011

É MUITO CABELO!



Brilha, linda flor
Teu poder venceu
Traz de volta já
O que uma vez foi meu
Cura o que se feriu
Salva o que se perdeu
Traz de volta já
O que uma vez foi meu
Uma vez foi meu


Hoje, assisti pela trigésima vez o filme Enrolados. E eu ainda consigo rir com as mesmas coisas, bufar nas mesmas horas e prender a respiração nos mesmos momentos.

Enrolados consegue se comparar a clássicos Disney, superando-os até, em certos pontos. No humor, por exemplo. Quem não se matou de rir com o pobre e inconsciente Flynn sendo virado e revirado naquele armário?

Além disso, em Enrolados, descobrimos o quanto uma frigideira pode ser uma arma letal.

E na animação, então? A textura de tudo é tão perfeita que parece realidade. E imagina animar mais de 20 metros de cabelo, presentes em quase todas as cenas? *bate palmas para o pessoal*

Infelizmente, no quesito Trilha Sonora, Enrolados não supera os clássicos Disney. As músicas, sim, são muito boas, mas chega uma hora onde nem Alan Menken consegue recriar sucessos mundiais como "Under the Sea" de A Pequena Sereia, ou "Beauty and the Beast", do filme de mesmo nome.

E se as músicas não são mais tremendos sucessos, imagina as traduções. Temos aberrações como "Mais ainda não/ Confia, coração", "Pule o drama/ Vem com a Mama", ou coisas do tipo. Eu lembro da Era de Ouro Disney. Aquela época onde todo mundo fazia tudo direitinho, com 'amor e carinho', e por isso, hoje, nós apreciamos tanto "A Whole a New World" quanto "Um Mundo Ideal".

Ok, as músicas em português são meio forçadas. Mas isso depende da sua opinião.

Outra coisa que pra mim foi forçada, mas que depende da sua opinião... Cá pra nós, desde quando Luciano Huck tem vocação pra príncipe? Sério mesmo. Tinha horas que eu esquecia do Flynn correndo loucamente pela floresta e começava a imaginar o Huck na sala de dublagem com o fone de ouvido.

Uma hora, a gente acostuma, mas aí ele começa a choramingar com a Rapunzel, numa parte tensa do filme, e todo mundo ri descontroladamente da forçação de barra.

Ok, vou ser justa. Huck, mais dois filmes, e você está pronto para dublar DE VERDADE... agora, espero que enquanto isso, não sejam filmes Disney. Afinal, esses são pra história, precisam ser perfeitos.

Outra coisa que eu PRECISO comentar é a tradução do verdadeiro nome do Flynn Ryder... José Bezerra.

Sim, isso mesmo que você leu, José Bezerra.

Eu espero que a intenção de quem traduziu foi fazer o pessoal rir loucamente toda vez que a Rapunzel grita "JOSÉ! JOSÉ!", porque simplesmente não dá pra levar a sério um nome desses.

Em inglês, o nome é Eugene Fitzherbert. Maaaas, eu entendi que eles queriam fazer uma tradução engraçadinha... Valeu a tentativa (?).

Agora, depois de analisar todos os seres FALANTES, que tal os seres NÃO FALANTES?

Isso, Maximus - O cavalo que pensa que é cachorro, e Pascal - O camaleão frequentemente confundido com um sapo e que tem uma línguinha com poderes "acordatórios".

O humor visual em Enrolados é muito grande. Principalmente, por causa das expressões desses personagens. Pascal consegue passar do olhar "desprezo total" até o "dá porrada nele" levando o cinema às gargalhadas, TODAS as vezes.

E Max, seja abanando o rabo ou dando uma de policial durão, já virou um dos nosso personagens preferidos, e um dos mais valentes também. Acho que ele é o cara mais inteligente do filme inteiro. XD

E você, que ainda não foi ver Enrolados... CORRE PROS CINEMAS, CORRE!
E se não tiver mais em cartaz... não se esqueça de levar uma frigideira. Você vê o filme na hora.

Até o próximo post, pessoal!

Afetuosamente,
Eu.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Duas coisas, hoje, eu perdi

Não há muito tempo atrás, existia uma menina sonhadora que vivia em um mundo florido, cheio de cor, até que um dia, um tempestade forte levou tudo pelos ares.
As plantas foram arrancadas pela raiz, os galhos estavam espalhados pela terra, e os lírios - pobres lírios - jaziam despetalados na planície do lago agitado.
Não importava o quanto a menina plantava, o quanto ela cuidava, o quanto ela reconstruía - sempre vinha uma nova tempestade e levava tudo de novo.
Cada uma pior que a outra.
Trovões, raios, ventos cortantes.
Ela simplesmente não podia acreditar no que havia se tornado o seu mundo.
Mas a menina era persistente.
Construiu um pequeno jardim, onde cultivava perto de si suas flores favoritas, e uma pequena casa de madeira, pequena, mas aconchegante.
Ela tentava se sentir segura outra vez. Ela tentava se sentir em casa, mesmo sabendo que não era.
Aquele não era o seu lar.

Os anos se passaram. Os lírios cresceram, algumas rosas morreram, mas, era o ciclo da vida. Acontecia.
As tempestades continuavam constantemente, às vezes com grandes intervalos, às vezes um dia após o outro, mas, sempre, sempre presentes.
A menina também cresceu. Passou de menina a mulher em pouco tempo, e continuava crescendo muito rápido. Que problema teria aquela garotinha, antes tão feliz?
A ex-menina estava velha.
Velha e cansada.
Mãos calejadas de tanto usar a enxada... onde estavam as unhas de princesa?
Olhos frios e escuros, sem esperanças... onde estava o brilho?
Costas cansadas... onde estavam todos os pulos e a correria?
Onde estava aquela menininha?
Ela ainda estava lá. Enterrada, mas ainda lá.
E ela sofria.
Sofria com o que tinha se tornado. Sofria toda vez que martelava outro prego na casa semi-destruída.
Por quê? Por quê com ela?
E não havia nada a fazer, nada a mudar.
Não havia outro mundo. Seria com esse que ela teria que se contentar.
O que ela tinha feito para merecer tantos dias nublados, tantos vento arrasadores?
Ela só queria seu mundo de volta.
Era pedir demais?

Um dia, a moça estava regando seus lírios brancos com carinho, quando viu ao longe, um tornado se aproximando. Aquilo era diferente de tudo que ela já havia visto antes, e olha que ela já viu bastante coisa nessa vida.
O tornado era ligeiro e muito poderoso. Ia levando todo e qualquer ser no seu caminho, arruinando mais uma vez o pequeno mundo da moça.
Não. Isso ela não poderia aguentar.
Isso era além das possibilidades.
Depois dessa vez, não haveria volta.
Não haveria nada.
Nenhuma árvore para contar a história.
O mundo ficaria vazio.

Ela olhou uma vez para sua casa humilde, construída e reconstruída inúmeras vezes com seu suor e trabalho duro. Ela olhou uma vez para o seu pequeno jardim, a sua única alegria naqueles tempos tão sombrios. Ela olhou ao redor, e viu os resultados da devastação contínua, depois de tanto tempo sendo testada e arrasada.
Ela olhou para o lírio na sua mão. Sua lembrança viva de quando a vida era... boa. Maravilhosa.
Ela olhou para si mesma. Vestida em trapos, cabelo embaraçado... Céus, mas que vida nova era essa?

Será que valia a pena continuar?
Continuar no sofrimento, continuar na solidão?
Não.

E ela olhou para o tornado.
Ele se aproximava cada vez mais, e a a ex-menina somente fechou os olhos.
Soltou os braços, mas continuava segurando firmemente a sua flor.
O vento estava mais forte.
Ela sabia que estava próximo.

"Duas coisas, hoje, eu perdi", pensou a muler, sempre de olhos fechados e segurando sua flor branca com força.
"O que você perdeu?", perguntou a menina, que habitava a profundeza da mente da mulher.
"Hoje, eu perdi o meu mundo", respondeu.
"O seu mundo já estava perdido há muito tempo", falou a menina.
"Pode até ser", disse, "mas para mim, meu mundo sempre será aquele país florido que se encontrava aqui. E hoje, no final do dia, ele estará eternamente arruinado".

"Como você pode saber disso?"
Mas a mulher não respondeu.
"Hoje, eu vou perder a minha vida".
A mulher suspirou.
"Isso é verdade".
"Mas isso depende do que você considera ser a sua vida".

A menina saiu do corpo da mulher, e ficou pairando na sua frente, prateada e esvoaçante, exatamente na frente do tornado.
"Você".

A mulher fechou os olhos novamente, e tudo que ela pôde sentir, foi a sensação de estar no ar, voando.
Esta foi a última vez que a mulher triste do País Arruinado fechou os olhos cansados.

"Adeus, mulher".

Da sua mão, o lírio havia se soltado, e agora voava em círculos pelo tornado, sem uma pétala sequer fora do lugar.
E ele sumiu nos ventos.

Naquela noite, o País Arruinado fez total juz ao seu nome.

Mas, em algum lugar, bem longe dali, um lírio surgia flutuando nos céus, e pousava na água...
Na casa ao lado, uma nova garotinha havia nascido.


THE END

Karla Kizem

domingo, 16 de janeiro de 2011

O FIM DE UMA ERA

Fala, Brasil.

Estou aqui para fazer um anúncio a vocês: ISABELLA HOLMES chegou ao seu fim, ontem a noite.

Foi um momento bastante difícil, porque, há algum tempo, eu estava tentando me livrar de IH para poder escrever algo que eu gostasse mais... Sim, eu não gostei muito desse último conto.

Mas... enquanto eu escrevia o final, percebi o quanto vou sentir falta dela. Holmes está na minha vida desde Setembro de 2010, quando ela era apenas um comentário dentro de um tópico em uma comunidade do Orkut... e as histórias foram crescendo, crescendo...

A BUSCA DA INSPIRAÇÃO e O MISTÉRIO DA POMBINHA BRANCA, têm, juntos, cerca de 25 páginas.

A VOLTA DAS QUE NÃO FORAM tem 50 páginas.

O ESPECIAL DE NATAL tem impressionantes 100 páginas no Word.

Tudo foi dobrando... melhorando...

Isabella conheceu pessoas muito legais nas suas histórias. A escritora decadente Natalie, do condado de Yorkshire, na Londres do século XVIII, o velho super protetor e a sua pombinha Lizzie, além de Sarah Brown, Fofucho, Alice Harper, Emmett Clark, Jasper Lewis, Watts, e é claro, o detetive Edward Watson.

E, ontem, ela teve o seu final feliz.

Abaixo, parte da conversa (adaptada para publicação neste blog), com Jacqueline Ausier, a autora de Sob o Sol da Toscana (espero que ela não se importe), no exato momento que eu terminei IH:

Ana Karla diz:
jac, eu estou pálida
eu não vou me emocionar, eu não vou...

Jac Ausier *-* diz:
ACABOU?

Ana Karla diz:
A Holmes seguirá o seu rumo, agora
Só que... eu não vou estar mais lá para contar a história...

Jac Ausier *-* diz:
eu vou sentir tanta falta da Holmes...
muita mesmo
é como se em um universo paralelo ela continuasse lá, vivendo sua vida, desvendando mistérios, entrando naquelas loucuras que só ela consegue...

Ana Karla diz:
E acredite, ela está lá
Embora eu tente negar,
Ninguém vai sentir tanta falta da Holmes quanto eu
Ela é, primeiro de tudo, o meu alter ego
Seja Karla, Seja Isabella...
Sabe, ela é a Holmes.
E eu podia estar tentando me livrar dela esse tempo, mas...
agora que a hora chegou....
eu me sinto tão...
Sabe, tem aquela sensação de missão cumprida
A Holmes está sã, salva e feliz
Mas...
Ah
Eu vou sentir a falta dela...
Jac, posso te mandar agora? (eu sempre mando os arquivos primeiramente para ela ler)

Jac Ausier *-* diz:
você deve me mandar agora

Ana Karla diz:
Eu nem reli o que escrevi, de tão esbaforida que eu estou
Se tiver alguma coisa errada, avisa
E eu preciso da sua opinião mais que nunca, agora
Porque além de deprimida, eu tô carente.
...

Ana Karla envia:

(O ARQUIVO)

Jac Ausier *-* diz:
pode deixar

Ana Karla diz:
Adeus, Holmes...
Este é o último arquivo.

A transferência de "ISABELLA HOLMES E O ESPECIAL DE NATAL.docx" está concluída.

Jac Ausier *-* diz:
eu... estou chorando agora, de verdade. eu não li nada, mas é que eu me acostumei com a Holmes... de um jeito é como se ela fosse minha amiga. Foi isso que eu pensei tamnbém... o ultimo arquivo. Vou sentir falta de chegar no msn e perguntar se vc está escrevendo... e mesmo que esteja... nunca mais será Holmes.

Ana Karla diz:
:)
Dê adeus com estilo
Droga, quem eu estou tentando enganar? Quando eu escrevi as palavras THE END, teve uma corrente de ar muito forte que passou por aqui, e eu me arrepiei. Nesse momento, eu percebi que tinha acabado, e eu quase fiquei com lágrimas nos olhos.
Mas, como sempre, eu engoli as criaturas.
E tá tudo sob controle, agora
Ou não, né...

Jac Ausier *-* diz:
ou não...

***

HEHEHEHEEHE, foi um momento emotivo, mas eu estava levando na esportiva. Foi muito legal enquanto durou, e eu agradeço a Holmes pelas oportunidades que ela me deu. Mas, como eu já disse antes, tudo tem a sua hora. E a dela chegou.

Vou dar um tempo nesses grandes projetos, e curtir um pouco as minhas férias mais que merecidas... Mas eu VOLTAREI! *risada diabólica*

Eu vou postar as aventuras de Holmes em outro sites de fanfictions, mas, por enquanto...

UM BRINDE A ISABELLA HOLMES!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

DRABBLE "O PATRONO"

Poucas pessoas sabiam a importância que Severo Snape dava ao seu Patrono. Uma, na verdade.

E esta mesma pessoa se importava tanto quanto ele mesmo.

-Ele está com a espada – disse a corça prateada adentrando as janelas do escritório do Diretor. – Ronald Weasley está de volta, como previsto. Voltarei em alguns minutos.

-Fantástico – exclamou o retrato de Alvo Dumbledore – Diga a ele que estou muito orgulhoso.

-Direi. – e o Patrono reluzente se preparou para deixar a sala.

-Lílian? – chamou Dumbledore, um tanto receoso. – Cuide dele.

A corça virou-se, e assentiu com a cabeça. – Sempre. – e sumiu na escuridão da noite.


***

Fala, Brasil.

Hoje eu resolvi fazer algo diferente, e veio na minha cabeça a ideia de fazer esta historinha sobre o Patrono do Sev. Esta foi a minha primeira drabble de HP, e também a primeira que eu já escrevi.

Não é fantástica, mas é um começo.

Afetuosamente,

Eu.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ANO NOVO, ANIVERSÁRIO E DISNEY


Eu e minha companheira Minnie, em 2006.

Fala, Brasil.

Pra qualquer um, as palavras do título deste post são fantásticas, e ainda mais juntas, mas pra mim... bom, pra mim também, né? XD

Eu sou uma pessoa feliz.

Primeiramente, eu quero desejar um Feliz 2011 para todos que acompanham o blog (ou que encontraram este post por acaso... em 2013.), e, se não fossem vocês, eu nem me daria o trabalho de continuar atualizando... hehehehe

Além de ser feliz, eu sou uma pessoa sortuda.

Faço aniversário no dia 10 de janeiro (de todo ano, só pra constar XD), que é perto das Festas e durante as férias. E por isso, quase sempre estou viajando nesta época.
Este ano não vai ser diferente.

Dia 19, estou partindo para Orlando, na Flórida, para os parques da Disney e do meu querido Harry Potter *dá soquinho no ar em comemoração*, e só volto dia 2.

Neste perído, não haverá novas atualizações de ISABELLA HOLMES, mas eu farei o possível para postar mas uma vez antes do dia 19. E, assim, sabe... eu ficaria MUITO feliz se quando eu voltasse, tivesse mais comentários me incentivando, sabe... XD

Tirando fotos com a Bela.
Ah, minhas fadinhas também andam bem, obrigada. Hoje eu as levei para o cinema, assistir Enrolados, e vocês sabem o quanto elas ficam todas animadas para ver CONTOS DE FADAS... COF COF essa foi horrível COF COF.

ENFIM, minha inspiração está em boas mãos.

As fotos deste post são da minha primeira viagem à Disney (porque ninguém diz que vai pra Orlando, e sim pra Disney XD), em 2006, quando eu tinha acabado de completar 10 anos.

 Agora... vai ser difícil ficar tão fofa nesta viagem quanto eu fiquei na anterior, sabe... Crianças são fofas. E, hoje, eu acabei de perder o meu posto de criança *chora*.

Pelo lado positivo, hoje eu sou uma não-criança de 1.65 de altura, que fala inglês e que VAI SE DIVERTIR MUITO MAIS NOS PARQUES!

É, parece bom pra mim.

Para terminar, quero que vocês conheçam a baleia Shamu, na foto abaixo, e a minha companheira aquática de aventuras, a Srta. Beluga, que eu estou segurando.

Espera... o que será que eu fiz com a Srta. Beluga?? Eu não vejo a pobre desde... OH CÉUS, BELUGA, CADÊ VOCÊ?


Karla Kizem se despede mais cedo hoje, porque precisa encontrar a sua baleia Beluga.

Outros contatos: Twitter (@karlakizem)

Beijo, pessoal, e até a próxima.

Câmbio, desligo.