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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Desventuras em série

Eu nunca fui de assistir de séries de televisão. Sério. Nunca tive paciência, na verdade. As poucas que assistia, como House e Friends, eram na TV e só de vez em quando, um episódio aqui e outro lá.

Mas aí vieram as férias e bateu o tédio. Típico. Mas o que assistir? Glee? Não. Gossip Girl? Muito menos. Precisava de algo mais original. Algo mais a minha cara. Que fosse diferente, e que realmente chamasse a minha atenção. Um começo.

E então eu lembrei de uma série que uma tia havia indicado, Merlin, da BBC. Conta a história do feiticeiro Merlin durante a sua juventude, ajudando o então príncipe Arthur e se preparar para ser o maior rei que a Bretanha já conheceu, tudo isso sem nunca poder revelar o fato de que tem poderes mágicos. A série é muito divertida, conhecendo ou não a lenda, e atualmente encontra-se na sua 4a temporada.


E foi assim, de episódio em episódio, que eu finalmente cedi às séries. O ritmo da 1a temporada de Merlin ajudou bastante, já que eu ainda não tinha muita paciência para ficar 45 minutos vendo filme no PC, non-stop.

E tudo ia muito bem, obrigada, até que... Merlin acabou. Havia chegado o último episódio da 4a temporada, e agora.... só em Setembro. Eu pirei, por falta de termo melhor. Que injusto. Que triste.

E agora? Que faria eu do resto da minha vida? Digo, férias?

Eu só queria baixar, baixar, baixar. Fiquei fascinada, já que nunca tinha conseguido baixar uma música com sucesso pro computador. E foi aí que uma amiga me apresentou Sherlock.

Sherlock é uma série britânica, também da BBC (BBC rules), que faz uma versão contemporânea do mais famoso detetive de todos os tempos, mantendo os seus elementos mais clássicos. Os personagens, atores, roteiro, tudo te agarra logo de primeira e não solta mais. 


São duas temporadas, cada uma com 3 episódios de 1 hora e meia cada. Eu estava feliz novamente. Tudo era Sherlock.

Até que... Sherlock acabou, tão cedo quanto começou. Com um final de matar. Literalmente. E agora... só ano que vem. Que injusto, que loucura. Tudo era Sherlock e tudo doía. Tudo ainda é Sherlock e tudo ainda dói. E Merlin? Ah, Merlin...

Eu me sentia órfã.

Para piorar, ainda veio a SOPA. A SOPA e a PIPA. Que dia fatídico. E eu não conseguia mais baixar. Poxa, poxinha, logo agora que eu tinha pegado o jeito. Logo agora que eu queria assistir Doctor Who, The Tudors, séries realmente com a minha cara.

Mas veio a SOPA e disse "NÃÃÃÃO, você não vai ver, não" e eu repliquei "AH, É? AH, É, MESMO? POIS EU VOU... EU VOU... chorar".

Mas parece que as coisas agora já estão se acalmando. Tudo, é claro, menos a minha vontade de continuar assistindo séries. Catando, separando o joio do trigo, achando coisas interessantes de verdade.

E fazendo assim a minha vida virtual um pouco mais útil. E bem mais dolorida.



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quem foi que trouxe o pão?

Cá estou em uma pacata noite de quarta-feira assistindo As Aventuras de Merlin no computador, até que o telefone toca. E continua tocando e tocando e tocando...

Por que diabos minha mãe que está na sala não vai atend... Ah. Lembro que minha mãe está doente. Terrivelmente doente. E talvez o telefone não esteja na sala.

Saio correndo pela casa atrás do dito cujo que pia, e quando finalmente o encontro (tchan tchan tchan tchan), ele para de tocar. Não sei quem foi que ligou até agora.

Mas isso não importa. O que importa é que eu preciso voltar para o computador e pedir para o meu irmão trazer pão. Nós precisamos de pão, então o pão de cada dia nos dai hoje, querido irmão. Não tem pão aqui em casa. Na verdade, ultimamente não tem muita coisa aqui em casa.

Meu irmão precisa estudar, não trará o pão. E agora, José? Minha mãe disse que morrerá se não comer pão. Que faremos nós em situação tão delicada?

Então, para completar a festa, a campainha toca. Tem um homem estranho lá fora com uma sacola. Decido ignorar. Afinal, não te conheço, ó criatura.

A campainha continua tocando, e eu abro.
-Boa noite - digo.
E o porteiro novato vem e me estende uma sacola da padaria.
-Não é pra cá, não - replico com segurança. Ninguém pediu pão. Se tivesse, eu não estaria escrevendo isso agora.
-O rapaz veio e entregou. Aqui é o apartamento tal, certo?
-É sim. Mas... que rapaz?

O porteiro não sabia nem queria explicar. Foi embora. Me deixou com uma sacola suspeita de pão na mão. Encaro seu conteúdo. De onde vieste, objeto das profundezas?

-MÃE?! - grito pela casa. -Pediu pão por delivery? Existe isso?
-Não - ela responde. - Não foi o Carlinhos que entregou?
-Eu tô falando com o Carlinhos pelo MSN... Ele tá em casa estudando.

Mas ela não parecia se importar. O importante mesmo era que agora ela tinha seu pão e não tirava os olhos dele. Seu precioso.

Lembrei do telefonema misterioso. Seria ele o responsável pela entrega do pão? Se eu ao menos pudesse ver quem havia ligado...

Escrevo apressadamente essas palavras para fazer uma pergunta de natureza EXTREMAMENTE séria para todos que estiverem lendo neste momento... Foi você que trouxe pão aqui pra casa?

Se foi, muito obrigada. Você literalmente salvou uma vida.

Agora, se você roubou os pães da casa do seu João, criatura astuta da noite, SAIBA QUE TODOS estão atrás de você há um TEMPÃO. Principalmente as crianças cantando em rodas de brincadeiras. Um dia a sua identidade será revelada...

Enquanto isso, eu fico aqui comendo meu sanduíche de mortadela.

História baseada em fatos reais. Todos os fatos foram reais.






OBS (1 hora depois de escrito): Meu pai que trouxe o pão pra cá. Agora, como ele ficou sabendo que nós precisávamos, isso eu ainda não sei...

Mais mistéééérios da meia-noite.