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sexta-feira, 30 de março de 2012

Saudade, a Sherlock Fanfiction



Summary: In which we find out that boredem and excitement are not the only things the self-proclaimed soociopath does feel. Post-Reinchenbach.

A small reflexion on one of most powerful and untranslatable words in the world.

Link: Saudade
Characters: Sherlock Holmes/ John Watson
Author: Karla K
Genres: Friendship/Angst
Rate: K
Status: Complete


sexta-feira, 16 de março de 2012

E a culpa é do detetive

Assistir a um episódio de Sherlock é uma experiência única - em todas as vezes. Você sempre desvenda algo novo e se sente mais inteligente. E inevitavelmente mais burro, burro, muito burro. Tão burro que você nem se preocupa mais com o fato de ser burro, já se conforma com isso. Sou burro e pronto.

Tão burro que você percebe que não é burro. Só não é o Sherlock. E você sorri ao lembrar que é uma mente normal. De qualquer forma, você ainda tenta aplicar métodos de dedução com as pessoas da rua, inconscientemente, e é claro, sem sucesso. Como ele consegue? E fica ainda mais apaixonada e maravilhada e renovada com a série.

Já que não podemos ser gênios, ao menos podemos citar Sherlock e associar Sherlock a tudo no dia. Tudo mesmo. Desde aulas de filosofia sobre John Locke a ouvir Britney Spears no carro. Everything is Sherlock and everything hurts.

Ao menos, alguns de nós são sortudos e tem amigos sherlockians para surtar por aí. Eu, felizmente, sou um exemplo. E continuo espalhando o vírus por aí. Ninguém até o momento assistiu e não gostou. Obviamente. 

Outra vantagem de Sherlock é a universalidade. Pode assistir com pai, mãe, irmão, tios, amigos, todos irão concordar sem reclamar. Afinal, é Sherlock Holmes. As pessoas querem se sentir cultas, por isso assistem. E no final saem mais burras, mas isso não importa.

Minha mãe assiste Sherlock comigo. Fazia um tempo que nós não nos falávamos direito, eu passei umas semanas morando longe e ninguém ousava abrir a boca se não lá vinha outra discussão. Bastante tenso. E quando começou a assistir comigo, aquele passou a ser um momento nosso da semana.

Um momento que consistia, basicamente, em colocar o episódio na televisão, ficar quieta, comer pipoca, ela fingir que está entendendo, eu fingir que estou tudo bem com isso e ter 1 hora e meia de calma, paz e serenidade. 

Aos poucos, ela passou a gostar. Do jeito dela. Acho. "Who knows what's going on in that funny old head of hers". E enquanto isso eu fico aqui escrevendo "IOU" em carteiras, assistindo a filmografia dos atores, criando e aperfeiçoando o meu Palácio Mental, sendo feliz do meu jeito sherlockiano de ser.

Faltam dois episódios para o final da Season 2, e ela já perguntou quando iremos assistir novamente. "Logo", eu digo. 

Na verdade, eu só não quero que acabe tão cedo.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Desventuras em série

Eu nunca fui de assistir de séries de televisão. Sério. Nunca tive paciência, na verdade. As poucas que assistia, como House e Friends, eram na TV e só de vez em quando, um episódio aqui e outro lá.

Mas aí vieram as férias e bateu o tédio. Típico. Mas o que assistir? Glee? Não. Gossip Girl? Muito menos. Precisava de algo mais original. Algo mais a minha cara. Que fosse diferente, e que realmente chamasse a minha atenção. Um começo.

E então eu lembrei de uma série que uma tia havia indicado, Merlin, da BBC. Conta a história do feiticeiro Merlin durante a sua juventude, ajudando o então príncipe Arthur e se preparar para ser o maior rei que a Bretanha já conheceu, tudo isso sem nunca poder revelar o fato de que tem poderes mágicos. A série é muito divertida, conhecendo ou não a lenda, e atualmente encontra-se na sua 4a temporada.


E foi assim, de episódio em episódio, que eu finalmente cedi às séries. O ritmo da 1a temporada de Merlin ajudou bastante, já que eu ainda não tinha muita paciência para ficar 45 minutos vendo filme no PC, non-stop.

E tudo ia muito bem, obrigada, até que... Merlin acabou. Havia chegado o último episódio da 4a temporada, e agora.... só em Setembro. Eu pirei, por falta de termo melhor. Que injusto. Que triste.

E agora? Que faria eu do resto da minha vida? Digo, férias?

Eu só queria baixar, baixar, baixar. Fiquei fascinada, já que nunca tinha conseguido baixar uma música com sucesso pro computador. E foi aí que uma amiga me apresentou Sherlock.

Sherlock é uma série britânica, também da BBC (BBC rules), que faz uma versão contemporânea do mais famoso detetive de todos os tempos, mantendo os seus elementos mais clássicos. Os personagens, atores, roteiro, tudo te agarra logo de primeira e não solta mais. 


São duas temporadas, cada uma com 3 episódios de 1 hora e meia cada. Eu estava feliz novamente. Tudo era Sherlock.

Até que... Sherlock acabou, tão cedo quanto começou. Com um final de matar. Literalmente. E agora... só ano que vem. Que injusto, que loucura. Tudo era Sherlock e tudo doía. Tudo ainda é Sherlock e tudo ainda dói. E Merlin? Ah, Merlin...

Eu me sentia órfã.

Para piorar, ainda veio a SOPA. A SOPA e a PIPA. Que dia fatídico. E eu não conseguia mais baixar. Poxa, poxinha, logo agora que eu tinha pegado o jeito. Logo agora que eu queria assistir Doctor Who, The Tudors, séries realmente com a minha cara.

Mas veio a SOPA e disse "NÃÃÃÃO, você não vai ver, não" e eu repliquei "AH, É? AH, É, MESMO? POIS EU VOU... EU VOU... chorar".

Mas parece que as coisas agora já estão se acalmando. Tudo, é claro, menos a minha vontade de continuar assistindo séries. Catando, separando o joio do trigo, achando coisas interessantes de verdade.

E fazendo assim a minha vida virtual um pouco mais útil. E bem mais dolorida.