quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quem foi que trouxe o pão?

Cá estou em uma pacata noite de quarta-feira assistindo As Aventuras de Merlin no computador, até que o telefone toca. E continua tocando e tocando e tocando...

Por que diabos minha mãe que está na sala não vai atend... Ah. Lembro que minha mãe está doente. Terrivelmente doente. E talvez o telefone não esteja na sala.

Saio correndo pela casa atrás do dito cujo que pia, e quando finalmente o encontro (tchan tchan tchan tchan), ele para de tocar. Não sei quem foi que ligou até agora.

Mas isso não importa. O que importa é que eu preciso voltar para o computador e pedir para o meu irmão trazer pão. Nós precisamos de pão, então o pão de cada dia nos dai hoje, querido irmão. Não tem pão aqui em casa. Na verdade, ultimamente não tem muita coisa aqui em casa.

Meu irmão precisa estudar, não trará o pão. E agora, José? Minha mãe disse que morrerá se não comer pão. Que faremos nós em situação tão delicada?

Então, para completar a festa, a campainha toca. Tem um homem estranho lá fora com uma sacola. Decido ignorar. Afinal, não te conheço, ó criatura.

A campainha continua tocando, e eu abro.
-Boa noite - digo.
E o porteiro novato vem e me estende uma sacola da padaria.
-Não é pra cá, não - replico com segurança. Ninguém pediu pão. Se tivesse, eu não estaria escrevendo isso agora.
-O rapaz veio e entregou. Aqui é o apartamento tal, certo?
-É sim. Mas... que rapaz?

O porteiro não sabia nem queria explicar. Foi embora. Me deixou com uma sacola suspeita de pão na mão. Encaro seu conteúdo. De onde vieste, objeto das profundezas?

-MÃE?! - grito pela casa. -Pediu pão por delivery? Existe isso?
-Não - ela responde. - Não foi o Carlinhos que entregou?
-Eu tô falando com o Carlinhos pelo MSN... Ele tá em casa estudando.

Mas ela não parecia se importar. O importante mesmo era que agora ela tinha seu pão e não tirava os olhos dele. Seu precioso.

Lembrei do telefonema misterioso. Seria ele o responsável pela entrega do pão? Se eu ao menos pudesse ver quem havia ligado...

Escrevo apressadamente essas palavras para fazer uma pergunta de natureza EXTREMAMENTE séria para todos que estiverem lendo neste momento... Foi você que trouxe pão aqui pra casa?

Se foi, muito obrigada. Você literalmente salvou uma vida.

Agora, se você roubou os pães da casa do seu João, criatura astuta da noite, SAIBA QUE TODOS estão atrás de você há um TEMPÃO. Principalmente as crianças cantando em rodas de brincadeiras. Um dia a sua identidade será revelada...

Enquanto isso, eu fico aqui comendo meu sanduíche de mortadela.

História baseada em fatos reais. Todos os fatos foram reais.






OBS (1 hora depois de escrito): Meu pai que trouxe o pão pra cá. Agora, como ele ficou sabendo que nós precisávamos, isso eu ainda não sei...

Mais mistéééérios da meia-noite.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Horário de Verão em pleno Inverno

Muita gente acha que morar em Manaus é chato por vários motivos. Todos eles estão corretos, mas você realmente não faz ideia do pior.

A cidade não é atrasada porque ainda não tem engarrafamentos de 4 horas e arranha-céus que vão bem além da nossa vista. A cidade não é atrasada porque fica perto da floresta. Na verdade, a cidade só fica atrasada mesmo por causa do Horário de Verão.

Quando chega Outubro, você sente a expectativa no ar. Da noite para o dia, de repente, sem aviso... estamos duas horas atrasados. Oh, não.

E isso é incrivelmente chato. Por vários motivos. Primeiro, a programação da TV. Você sente que está indo dormir cada vez mais tarde quando entra no quarto e já está passando o Jô. Mas na realidade você está indo dormir no mesmo horário de sempre. É só seu cérebro que não sabe disso. E você acorda mais cansado no outro dia.

Não, a programação não se ajusta. Fica tudo mais cedo mesmo. Cenas de sexo na novela, isso, tudo em horário mui, mui nobre. Repetindo - aqui não tem horário de verão.

Outro motivo. Você está na Internet conversando com seus amigos, até que todo o Twitter começa a se despedir às 21:30 da noite. Você pensa "que pessoal aplicado", aí lembra que são mesmo 23:30 da noite. Lá.

E cá estamos, manauaras, todos forever alone. Às 22.

E finalmente chegamos no motivo mais importante. Ano ano. Pense no nosso sentimento de desolação ao comemorar o ano novo com os fogos de artifícios em Copacabana... duas horas antes. Poxa, aí é spoiler. Perde toda a graça...

Mas, são nessas horas que eu penso que ter horário de verão deve ser mil e duas vezes pior. Imagina acordar no primeiro dia... você não pode confiar em nenhum relógio. Por uns 3 dias deve ser assim. Mas isso é pergunta pra paulista responder. Ou gaúcho. Ou baiano. Ou pra qualquer um. Meeenos a gente.

É como perder uma hora do dia. E no mundo louco de hoje, esse é um luxo que nós não podemos nos dar.

Ou talvez sim.

Mais um ano se passa e eu chego à mesma conclusão... nenhuma. Ou melhor, sim. Que tudo é questão de ponto de vista. Mas isso e nada é praticamente a mesma coisa.


Ou não?

Enfim.

Party hard hoje no twitter às 22:30, manauaras.
Oh, como a vingança é doce..

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Para sempre conectada


Hoje é assim - seu filho piscou, você tweeta, coloca a foto no Facebook e faz um texto filosófico no seu blog. As crianças do novo milênio verão todos os seus passos, desde quando eram bebês babões, tudo registrado na Internet. Elas sempre saberão quem já foram um dia, quando o mundo ainda nem era o seu mundo.

Na minha época... bem, não há tanto tempo atrás, pra falar a verdade, as coisas não eram exatamente assim, mas ainda...

Eu criei meu blog com 11 anos, pelo que lembro. SuperKarly parecia muito legal naquela época, uma mistura de Mary Poppins com Nickelodeon e... eu mesma, Karla.

Eu escrevia o que queria, reflexões de uma garota que acabou de sair das fraldas, algumas tentando ser profundas, outras absolutamente idiotas, mas ainda, meu pensamentos.

Tudo registrado neste mesmo domínio, neste mesmo site. Mas a menininha cresceu. E o seu blog também. Pessoas do mundo todo passaram a visitá-lo, e enquanto zapeavam pelo site... adivinhem só. Encontraram as minhas relíquias. As relíquias da menina de 11 anos.

Mas ninguém iria lembrar que a menina tinha 11 anos. Afinal, só estava a algumas páginas de distância. "Nossa, como a garota é bobinha". Eu queria rir disso. Não consigo. Afinal, sou eu em jogo - a minha reputação como... sei lá. Escritora.

Já escrevi coisas neste blog de que me arrependo, sim, admito isso com toda a sinceridade. Mas apagar? Não, não conseguiria jamais.

Seria como deletar - literalmente - uma parte de mim. E ultimamente já andam faltando muitas partes para eu me dar o luxo de perder mais outras. Vamos juntando os caquinhos, tijolo por tijolo... até nascer de novo. Como uma fênix, sabe.

Portanto, nos próximos dias, darei umas revisadas nos textos antigos. Sabe, pra matar a saudade. Não apagarei nada, mas se encontrar algo que quiser acrescentar, então acrescentarei. Ao lado de um "ATUALIZADO EM DD/MM/AA". Eu acho isso parecido com paradoxos do tempo - e paradoxos do tempo são legais.

Você também é legal, sabe.
Você que me acompanhou desde o começo até aqui, você que chegou agora porque estava procurando uma foto do Voldemort com nariz.

Sim, você mesmo, estou falando com você.
Obrigada por tudo.

E Feliz Dia das Crianças atrasado.

Afetuosamente,
da menina de 11 anos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Recado para Manaus


Manaus, decida-se. Ainda estamos em Outubro, e você está agindo como Dezembro. Se for assim, pelo menos faça isso direito - quero férias. Porque assim não dá.

De manhã, você quer nos matar com seu Sol infernal, brilhando lá em cima glorioso, se achando o rei do pedaço. Mas aí você decide que isso é muito Agosto e resolve, sem qualquer tipo de aviso prévio, mandar um TEMPORAL COM VENTOS ASSUSTADORES, assim, só porque deu vontade. Só porque deu na telha.

E se deu na telha, deu na telha, LITERALMENTE, porque as telhas das casas começam a voar em uma tentativa fracassada de imitar o início do Mágico de Oz, mas sinto que isso só precisa de um pouco mais de prática para se tornar realidade.

Lá estava eu, no Centro da cidade, quando a chuva do Apocalipse chegou. Sentia que a qualquer momento poderia ver a Arca de Noé surgindo lá no porto, seguindo bruscamente pelo rio em uma onda gigantesca. Eu vi mangueiras voando, cadeiras voando, mesas de plástico voando, galhos voando e, PRINCIPALMENTE, barras de ferro caindo do alto em direção à rua.

Foi o caos - e sei que você não se arrependeu nadinha, ó querida cidade. Meu pobre irmão manobrista estava lá, tentando estabilizar o carro, tentando acelerar e frear ao mesmo tempo, tentando - basicamente - sobreviver. E eu?

Eu só queria ter uma câmera para ter filmado tudo isso. Seria ótimo para o vlog.

Deixamos meu pai em algum canto da tempestade, não o vi depois disso. No momento que ele saiu do carro, a água entrou e - olha que belezura - lavou absolutamente tudinho por dentro. Em 2 segundos.

Mas então ele vem e liga para o Carlinhos, e eu penso que ele estava sendo arrastado pela correnteza para as profundezas da cidade. Ainda bem, não. Mas ele tinha notícias ainda melhores.

Era granizo.
Granizo.
Pedras de granizo caindo.
Em manaus.
Em manaus.
EM MANAUS.

Eu sei. É difícil acreditar. Mas aconteceu. E eu estava lá para provar. Oh, Manaus, você é uma caixinha de surpresas...

Mas, da próxima vez, agradeceria se você desse um toque antes. Assim... só pra gente se preparar.

Tudo bem?

Afetuosamente,
sua habitante.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Está chegando


Eu quero o Natal. Eu quero o cheiro de chuva, os sinos pela casa, a árvore arrumada, o Chocottone da Bauducco. Eu quero férias de dois meses, eu quero viajar.

Realmente quero. Desejo, almejo, aspiro.  Como novo objetivo de vida.

Usar vermelho e verde. Juntos. Ouvir as músicas natalinas e assistir aos especiais chatos da TV. Ver a propaganda dos ursos da Coca-Cola. Filmes antigos do Papai Noel. Acreditar no Papai Noel. 

Acreditar.

Mais uma vez, só mais uma vez. Só mais neste Natal.

É um cheiro diferente, algo novo no ar. Algo tão velho e tão novo - que só aparece no Natal. Pessoas felizes, decoração caprichada. Vale a pena. Realmente vale a pena.

Deixe-se sorrir, pois está chegando. Vindo cada vez mais rápido, na locomotiva de final de ano. Está acabando.

Sorria. Sorria mais uma vez.
Só mais neste Natal.
Deixe acontecer.
Ouça.

São os guizos.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ZzZzZzZ....

E então ela chegou em casa, trancou a porta do quarto. Trocou a calça pelo pijama. Fechou as cortinas. Pronto, pensou. Não importava se ainda eram 2 da tarde. Pois tudo que ela queria, tudo que almejava, seu objetivo de vida mais desejado, pelo menos a curto prazo... era dormir.

-Boa noite - disse para o Sol. E assim o fez.

Dormiu.
Só.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Searching for the light


And the most treasured of all
Are those who know how to look.
The ones with the most capable eyes
To find happiness where it lies.

Even though it may be far, these finders
Always search for the light, and the light only
Never giving up, never saying it's impossible
Because if you look closely, it's not impossible
At all.

The finders have a peculiar task in hands
That shall be fully completed in the end of days
Which consists in traveling to a different land
Miles away, but still so close
Just a blink of distance.
Just a thought that leads its way.

Light may be found if you know how to look
If you're clever enough not to perish
During the journey of darkness
That awaits for you.

Be a finder, not a loser
Be a fighter, do not perish
The prize is worthy
But journey is long.

Concentrate so you can fly
Even though it's only in your mind.
Close your eyes, dear
Because the light is in you

If you just know how to find.

Karla Kizem

sábado, 10 de setembro de 2011

CANAL K

E eu disse que estaria no YouTube. Promessa falada é promessa cumprida. Hoje mesmo, sábado, dia 10/09/2011, gravei meu primeiro vídeo para o Canal K, chamado É só uma formatura...

O feedback até agora está sendo fantástico, e eu não podia deixar de comentar aqui no blog. Os links do canal serão adicionados nas páginas do blog (acima). Acho que as postagens serão semanais.

Eu estou fazendo propaganda para Deus e o mundo, do Amazonas ao Chuí, do Chile ao Japão, em todas as redes sociais... agora é sentar e esperar.
Confiram o vídeo no Canal aqui ou aqui mesmo no blog.
 
 

sábado, 3 de setembro de 2011

Eu sou Otelo


Há tempos e tempos que quero, há tempos e tempos que meu espelho anseia de todo coração por esse dia, assim como todos os cômodos da minha casa, e meus vizinhos, provavelmente. Eu vou atuar. Finalmente irei atuar. Chega de monólogos incessantes e dramáticos na frente do espelho, treinando todos os diálogos inexistentes para as peças/entrevistas/entregas do Oscar também inexistentes, inexistentes ao menos para mim. Não mais.

Atendendo a todas as minhas preces silenciosas, o paradidático Otelo chegou. Meu irmão já teve a sorte de interpretar o Iago na sua 8a série, mas até hoje ele jura que nunca leu o livro, só a parte dele. Que desperdício. Pelo menos, eu herdei o livro. Cá está ele, me encarando enquanto escrevo. Otelo com um punhal na mão, Desdêmona assustada.

That would be quite a play, pensava. E será.

Certo. Não que sempre almejei interpretar um homem, velho, mouro, discriminado, enciumado e com tendências psicopáticas quando enfrentado, não, isso não. Mas já conheço o tipo. O personagem complexo que sempre projetei. Good challenge, great challenge. Thanks, Shakespeare.

Os problemas? Creio que já estejam meio óbvios. Mas irei enumerá-los, só pra questões de estética. Sabe como é que é.

1. Otelo é um homem, velho, mouro, discriminado, enciumado e com tendências psicopáticas quando enfrentado.

E eu sou uma menininha de 14 anos que nunca atuou fora do banheiro na vida. É preciso garra, força e coração pra aceitar a oportunidade e ir com fé nessa. Mas não é só ir com fé. Tem que ter talento também. E o banheiro de vez em quando te ilude a respeito do seu suposto talento. A única crítica vem do espelho, e ele não fala. Só reflete. Reflita sobre isso.

2. Os diálogos são arcaicos e muito, muito hilários.

Não ria em cena. Você é o personagem. Você está sofrendo. Dor, dor, sinta a dor. Isso. Don't. You. Laugh. Mas é difícil não rir com pérolas como essas.

- ELE CONFESSOU, DESDÊMONA!
- CONFESSOU O QUÊ?
- QUE A POSSUIU!
- DUVIDO QUE TENHA DITO ISSO!
- DEITE AÍ, IREI MATÁ-LA!
- QUE O SENHOR TENHA PIEDADE DA MINHA ALMA!
- AMÉM.
- E QUE MEU MARIDO TENHA PIEDADE TAMBÉM!
- QUIETA!

E se você foi profissional o bastante e não riu, outro na cena riu. E a mágica *faz movimento com as mãos* se perde. Certo, este não é exatamente o diálogo de verdade, mas você entendeu onde eu quis chegar. Algumas coisas desses livros clássicos são realmente forçadas, e quem paga o pato é o pobre ator. Eu, no caso. Até agora, não consegui segurar o riso na hora do "Amém".

3. O nervosismo.

Você está caracterizado. Você é o personagem. Você sabe as falas. Você está pronto. Você chega lá na frente e... err...

Eeeeeerrrrr........

Como é dura a vida de atriz principiante.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Wally, meu filho, onde está você?


A minha infância pode ser resumida em tentativas frustradas em aviões de encontrar um rapaz meio estranho, de óculos, que sempre usa roupas listradas vermelhas e brancas, que vive mais perdido que cego em tiroteio. Sim, eu tinha os livros Onde está o Wally?.

Era simplesmente o máximo. Pura adrenalina, cada página uma nova aventura. Quando o encontrava, então, com aquela cara de safadinho, escondido feliz no canto da figura? Eu sentia que podia fazer qualquer coisa, agora que tinha finalmente o encontrado.

E ainda tinham os objetos sugeridos pra achar, eu não mudava de desafio até encontrar tudinho. Sim, a vida um dia já foi simples.

Então, passeando pelos MSN da vida, uma amiga manda o link desta foto. Foi como ser encontrada após muito tempo perdida, se é que vocês me permitem usar a ironia da situação. Não pude deixar de compartilhar com vocês.

Para todos os companheiros de aventuras da infância, aqui está o Onde está o WALL-E?, uma brincadeirinha bem humorada que me entreteve pelos últimos 3 minutos. Parece que, com o tempo, eu realmente fiquei boa nisso.

Encontrem o WALL-E se puderem, mas atentem-se aos outros robozinhos também. Eu já vi cada um passeando pela imagem... Aiai.

Viva o lado Coca-Cola da vida.

Clique na imagem para zoom.

Por que Setembro é um mês legal


Setembro é um mês muito legal, se você parar para pensar. Já passamos da chatice do começo de ano com seus Carnavais, do estresse e das crises existenciais do meio do ano, já passamos de tudo isso.

Com Setembro, começam os embros. E você vem e diz "Mas tem Outubro", e eu respondo "Mas Outubro também é legal, cale a boca".

O clima de final de ano é contagiante. Eu penso em arrumar a árvore de Natal desde Maio, e torço para as chuvas começarem a chegar aqui na cidade onde eu moro. É tudo tão feliz que a gente esquece de ficar aborrecido. Ou não, né. 

E com o final de ano, vem as resoluções de final de ano. Os planos, projetos... não pro ano seguinte, mas pro final de ano em si. Com as férias, pensamos em fazer mil coisas. Reunir os amigos, passar o dia todo no cinema, começar a decorar poemas de Shakespeare, essas coisas. Agora... o chato é que nem sempre a gente consegue, e passa o começo do ano seguinte desolado, infeliz com a vida. Ou não, né.

Eu, por exemplo, estou com essa ideia absurda de começar o meu canal no YouTube. Novas e novas ideias pipocam a cada segundo na minha cabeça, e eu fico me remexendo pra não colocar no papel logo tudo que eu quero fazer. Aliás, por que eu não faço isso mesmo? Enfim.

E tem ainda essa fic, a minha fic, que eu estou escrevendo e pensando no que irei fazer com ela. São tantas emoções...

Setembro está chegando, amigos.
Só esperem mais um pouquinho pra montar a árvore de Natal.
E aí é só partir pro abraço.


sábado, 20 de agosto de 2011

Outros complexos de Aninha Rodrigues

Se você gostaria de saber what the hell seria Aninha Rodrigues, primeiro acesse esse post aqui.
Se você não liga pro que significa, mas vai continuar lendo do mesmo jeito, o post começa agora.

***

O Complexo de Aninha Rodrigues, também conhecido como A Síndrome do Contra, geralmente se apresenta em crianças de 2 a 5 anos de idade, seguindo pela vida inteira. Não há cura conhecida.

Como descobrir se meu filho tem o complexo?
Simples. Coloque-o na frente da televisão, de preferência, para assistir algum filme da Disney. Se ele começar a apresentar comportamentos estranhos, como torcer pelo malvado e ignorar o casal principal, desconfie.

O que fazer?
Aceite-o. Seu filho provavelmente tem algum parafuso a menos na cabeça, mas pense assim - pelo menos, ele é um ser único. Vai que ele se torne um gênio, um artista mal compreendido. Pense nos lucros.

Por que meu filho tem isso, afinal?
As crianças não sabem que esse comportamento é errado, que deve ser repreendido. É só com o tempo, apredendo as regras chatas impostas pela socidade, que eles descobrem que não deviam pensar assim. Talvez eles só gostem do vilão porque achem ele engraçado, ou não quer que a mocinha fique com o mocinho porque ele é muito chato. É compreensível.

Principais exemplos.
* Você está assistindo Shrek, e não gosta quando a Fiona vira ogro. Preferia que ela tivesse continuado humana, com o Lorde Farquaad.
* Você gostava mais das cenas do Hades em Hércules.
* Você sempre achou Bambi e Dumbo filmes muito chatos.
* Você fazia da Olívia Palito e do Brutus um casal. Dane-se o Popeye.
* Você nunca gostou da forma humana da Fera. Preferia que ele continuassa Fera.
* Ou então, você torcia pelo Gaston.
* Você acha que o Juiz Frollo de O Corcunda de Notre Dame era somente um homem incompreendido.
* Você tinha uma queda pelo Scar, de Rei Leão.
* Você às vezes pensava como seria divertido de o Donald ficasse com a Minnie, pra variar.
* Você shippava (shipper: torcer por um casal) pessoas com absolutamente nada em comum, tanto nas histórias quanto na vida real.
* Você não se conforma com Ron e Hermione.
* Você acha a Aurora da Bela Adormecida uma chata dorminhoca que só aparece em 16 minutos do filme.
* Enfim, você não liga muito pros casais convencionais.
* Enfim, você não gosta de quando o vilão se dá mal.

Se você ficou assustado com os exemplos, parabéns, você é uma pessoa normal.
Se você se identificou, seja bem vindo a bordo. Você é um complexado.

O guia completo sobre O Complexo de Aninha Rodrigues sairá no final de 2012. Fique de olho na livraria mais perto.

E lembre-se: Não há nada normal em ser diferente. Mas não há nada anormal em querer ser.
Continue lendo a frase até entender.

"Quando eu era criança, tinha uma queda pelo Xerife de Nottingham. Ele é um lobo malvado, feio e gordo. Eu não faço ideia do que estava pensando."
- Alguém com o Complexo de Aninha Rodrigues.


Complexos de Aninha Rodrigues


Ana Karla Vasconcelos Kizem Rodrigues pode parecer um nome bem grande, mas pra mim é coisa de princesa. Certo, eu superei a parte do "princesa" há anos atrás, mas agora eu sei aproveitar os benefícios de um nome arranha-céu.

Primeiro, porque eles não têm nada em comum. Posso ser Karla Kizem, Ana Vasconcelos ou até mesmo Aninha Rodrigues - tudo isso e ainda estar dentro da lei. Uso milhões dos meus pseudônimos por aí.

O problema mesmo é saber quando sou eu. Muitas pessoas me chamam de Karla, mas eu nunca consigo associar que Karla é meu nome. Muitas outras me chamam de Aninha, todas com um sotaque muito estranho, que lembra algo como "Ahnihnah", mas são só nas quartas-feiras e feriados bancários que eu não acho meigo.

Karla Kizem, meu alter ego, foi a pessoa que eu criei na Internet. Ela que escreve, produz, edita... ela faz tudo. Geralmente não se importa muito com o que os outros dizem. Eu gosto da Double K.
Ana Vasconcelos é a pessoa que as pessoas não conhecem, e por isso resolvem chamar pelo primeiro nome e sobrenome. Sem comentários.
Aninha Rodrigues é a menina da família, a garotinha que pelo visto nunca vai crescer, ocasionalmente trocada por Karlinha. 

As três são muito diferentes, mas todas são partes do mesmo eu.
Cada uma tem seus complexos, e eu espero poder me aprofundar neles um dia desses.

A única desvantagem?
Da próxima vez que você vir uma "AnaVascon" na Internet, acho que já vai saber quem é...
Pena... Era um disfarce tão bom.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Word, inspiração e fadinhas

Poucas coisas conseguem dar mais agonia que uma página em branco no Word. Você a encara, ela encara de volta. E aquela ideia brilhante que você teve de madrugada não parece mais tão brilhante assim. E aquela cena tensa que você tinha imaginado dá vontade de rir.

Diga que escrever é fácil e estará mentindo. Não importa o quanto você escreva, sempre será uma nova sensação. Aquele friozinho na barriga antes de apertar em publicar, aquela espera interminável por feeadback. Ninguém está a salvo dos comentários maldosos, das críticas (nem tão) construtivas, ninguém. E não há muita coisa que você pode fazer a respeito.

Na verdade, há sim. Alimentar cada vez mais suas fadinhas. Deixá-las balofas de tanto biscoito recheado Bauducco.
Nunca pense que a inspiração é sua amiguinha. Você precisa alimentá-la fielmente, dar amor, carinho, atenção... senão ela foge. Leva suas fadinhas/plot bunnies para longe e sabe-se lá quando vai voltar. E a história fica lá, parada, às moscas.

Fico feliz em informá-los que, sim, eu estou escrevendo de novo. Algo bem diferente, dessa vez. É só esperar para ver.

Agora, é hora de alimentar as fadinhas.

E, ah, digam oi para a Penny.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011


We might be far away... but we still have Internet.
God bless Internet.


Big screen - Larissa.
Small screen - Jacqueline (blonde) and I.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ainda és linda para mim


Teus olhos, hoje cansados, do castanho mais profundo
Ainda possuem a mesma faísca de quando te conheci
Olhos que se tornaram o meu mundo
Mais que o mundo: a vida, para mim.

Teus cabelos, hoje ralos, antes da raiz mais negra
Ainda macios, ainda belos
Cabelos que, ao toque, confundem-se com a mais cara seda
Fios de tecido, preciosos, para mim.

Ainda hoje, o teu jeito me encanta
Tuas manias estranhas que nunca ousei contrariar
E após quarenta anos, sei que é para sempre
Que nunca mais irá mudar.

Pois quando olho para você, minha querida
Vejo a mesma moça do laço vermelho
Com o mesmo sorriso, com o mesmo olhar
Pequenas coisas que fazem meu dia por inteiro.

Ainda hoje, agora e sempre
Nada mudará a tua beleza
Nem o tempo, nem a insensatez.
Pois, para mim, tu és linda
Linda, como na primeira vez.

Karla Kizem


-Ana Karla, abraça a sua prima pra foto.
-Mas eu não gosto de abraçar, mãe.
-Abraça senão eu tiro o seu balão.

-Vem cá, Nathália.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

"Boa sorte", disse Rowling

E ela realmente estava falando sério.


Você, pottermaníaco, sabe que entrar no Pottermore é mais difícil que entrar em Harvard. Um milhão. Um milhão é o número. E você quer fazer parte dele.

Não importa as noites acordado no computador, ou pular da cama às 5:00 da manhã antes de ir pro colégio, o que vale mesmo é o resultado. Gostinho de vitória. Você está em Hogwarts. Sua coruja, enfim, chegou.

Mas Londres parece tão longe. E é. Maldito fuso horário.
Entrar no Pottermore é passar por uma prova de resistência do BBB.

Mas você conseguiu.
E tudo de ruim ficou de lado. O mundo é azul de novo.

Sim, as frustrações estavam presentes. Você correu para achar sua pena mágica, mas no momento que você clicou... as registrações fecharam pelo dia.

E você esperou pacientemente o dia seguinte.
SEMPRE tem o dia seguinte.

Talvez não seja necessariamente "você", mas isso aconteceu comigo. Esta é a minha história de Pottermore. Talvez não muito diferente da sua, afinal, como Dumbledore disse, não importa de onde viemos, que língua falemos... nossos corações batem como um só. Batem pelo Harry, e agora, também por Pottermore.

Com orgulho, posso me apresentar.
Sou SparksIce119, futura aluna do primeiro ano de Hogwarts.

E você?


quarta-feira, 27 de julho de 2011



Joke or not, this still is the most beautiful thing I've ever seen.


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Miss Barata

Você, brasileiro bem informado que é, logicamente ficou sabendo do concurso Miss Brasil 2011, que aconteceu no sábado, dia 23.

E esta história a seguir é real, tão real quanto eu acho que ela foi, adaptada para crônica neste blog.

Baratas são seres maléficos.

***

Desisto de ficar no computador. As costas doem e não tem mais nada útil para fazer. Decido fazer algo mais divertido, como ir na geladeira comer um Bis.

Muitas TVs da casa estão ligadas na Band, e eu resolvi acompanhar o final do concurso de Miss, como sempre fiz em toda a minha vida.

Achei tudo muito engraçado, porque enquanto as mocinhas brasileiras passeavam com aquele corpinho pela passarela, todas encolhidas e andando feito pomba, eu estava lá na minha cozinha, toda descabelada, porém muito mais feliz - comendo chocolate.

Enquanto eu indagava com meus próprios botões "Ó Merlin, não existia mulher mais bonita na Bahia, não?", ouço barulhinhos esganiçados vindos do quarto da minha mãe. Logo, os barulhinhos viraram gritos desesperados, que consistiam basicamente em "ANA KARLA, SOCOOORRO! ANA KARLA, ME AJUDA!". Aí vocês sabem o que eu fiz??

Continuei mordendo meu Bis.

De repente, pude escutar alguém pisando loucamente pelo apartamento em direção à cozinha, com um TUC TUC TUC assustador que quase fez o papel do meu Bis cair no chão. Enquanto isso, na TV, momento tenso. Só sobravam 5 canditadas, e uma delas logo seria coroada a Miss Brasil 2011. Uma delas ainda poderia (HAHAHAHAHAHA) ser a nossa amazonense, que não era uma visão feia de se olhar.

Mamãe, completamente aterrorizada, adentra a cozinha em um pulo e sobe na mesa, me entregando aqueles sprays de veneno, e dizendo como se fosse a coisa mais lógica no mundo:

-Tem uma barata no meu quarto.
-E o Kiko?
-Você tá indo lá matar. Toma.

E, num piscar e olhos, eu estava presa no quarto da minha mãe, com uma arma nas mãos, lutando contra um inimigo de localização desconhecida. HÁ, nada é páreo para o meu super-ultra-mega-power...

-JESUS-MARIA-JOSÉ, ISSO NÃO É UM INSETO, É UM MONSTRO! VOOOOOLTA PRO MAR, OFERENDA!

Saí correndo loucamente para a cozinha de novo.

-Mãe, a barata é mutante.
-E ela voa.
-VOA?
-Só taca veneno nela até morrer. Volta lá.

E eu voltei para o quarto, corajosa. Vi a baratinha paradinha perto do armário, mas ela parece ter decidido que o tapete era um lugar melhor para ficar, e estava seguindo feliz para lá, quando de repente... ESTAVA QUASE NA HORA, OH CÉUS! QUEM SERÁ? SERÁ A DO RIO GRANDE DO SUL?

Mas lembrei da minha missão. Com o dedo no gatilho, exclamei "MOOOOOOOOOOOORRE, DIABO", enquanto espirrava sem piedade todo o conteúdo da garrafinha na barata malvada.

"ISTO NÃO É POSSÍVEL", eu pensava. "EU MORO NO 11 ANDAR". Mas, enfim, a baratinha estava morrendo, e eu só parei de jogar veneno quando a última perninha dela parou de tremer.

Ganhei.

"RIO GRANDE DO SUUUUUUUL!!!", exclama a moça. "NOVA MISS BRASIL!!!".

Olho para mim, e olho para ela com seu cabelo impecável, rosto de princesa, corpo de sereia e intelecto de jabuti. Olho para mim novamente com meus óculos cheios de borrifos de veneno, meu pijama largo e feliz, meu cabelo desalinhado e minha coragem que vai além do ordinário, e penso "Isso sim que é mulher".


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Nem parece Brasil

Este post faz parte do especial Semana Maluca em São Paulo.

Existem cidades aqui no Brasil meigas demais para serem corrompidas. Tão meigas que morar lá o ano inteiro deve ser uma chatice - mas mesmo assim, você, turista, adora.
Eu havia vivenciado isso apenas uma vez antes. Lá nos confins do Rio Grande do Sul, em Gramado. Mas aconteceu de novo - agora, em Campos do Jordão.

Cidades turísticas. Você nunca vai ver alguém indo pra esses lugares a trabalho - a menos que o cara esteja mentindo, assim, na cara-de-pau.

Cidades que tem cheiro de chocolate, sinfonia da natureza, cores mais brilhantes. Construções à moda italiana e alemã. Habitantes satisfeitos. Frio. Frio o ano inteiro.



Mas ainda assim, é Brasil. É casa.
Deve ser por isso que Campos atrai tanta gente na sua alta temporada, que vai de junho até o início de setembro. Os estrangeiros estão presentes, mas a maioria é brasileira.

Meu pai sempre diz "que é tudo muito lindo... mas só dá pra passar 3 dias, no máximo". Verdade. Apesar de tudo, Campos é pequena, e suas atrações uma hora se esgotam. Mas vamos falar dessas atrações.

Na verdade, qualquer lugar da cidade é uma atração.
Sempre há chances de encontrar alguém famoso passeando e se atirar em cima dele, ou então, você só precisa apreciar a vista.

Aliás, se você quiser fazer esse último de maneira mais completa, é só subir o teleférico. Vale a pena se você não morre de medo de altura. E fique preparado - vão tirar uma foto sua no final.

Depois de conhecer a cidade "por inteiro", é hora de se "embrenhar" dentro dela. Para isso, existem milhões de trenzinhos à sua disposição, sempre com guias muito divertidos.

***

-À sua esquerda, podemos ver na encosta do desfiladeiro uma das maiores pousadas da cidade. Não é muito indicada para casais que brigam - olha só a altura dela. Mas por outro lado, é ideal para levar a sogra.

***

Outra coisa - comida.
Acho que nem preciso comentar que é fantástica, mas sempre é bom acrescentar.

Já decidi que vou abrir uma Casa de Fondue aqui em Manaus, toda decorada, com excesso de ar-condicionados e garçons importados. Vai ser um s-u-c-e-s-s-o. Como que ninguém nunca teve essa ideia brilhante antes?

Porque falta isso aqui. Falta Fondue. OH. De queijo, carne... chocolate ocasionalmente tem, mas falta a qualidade, o toque... mágico? Deve ser.

Enfim, ideia anotada. Aguardem.

Sabe o que mais falta aqui? Frio. Mas lá tem de sobra. É uma das maiores amplitudes térmicas que eu já vi. Tem perídos do dia relativamente quentes (pra alguém que veio de Manaus), assim, com o Sol na sua cara. Mas aí começa a esfriar, e esfriar, e esfriar, até quando você vê no termômetro: 3°C.

É claro que faz menos que isso de madrugada, e muitas vezes acontece a geada. Pra quem nunca viu "neve", já é um bom começo. Mas tem que gostar do frio. Só desse jeito dá pra aproveitar.

Se bem que eu acredito que não tem como não curtir uma cidade como essa, não importa o quão heremita você seja.

Estava comentando que se alguém resolver se matar subindo o teleférico e se jogando lá de cima, provavelmente vai desistir rapidinho. Chega lá em cima e realiza "Mas, poxa, é um mundo tão bonito..." e dá meia-volta.

Ou então lembra que a passagem de volta já foi comprada junto com a de ida. Não dá pra desperdiçar um negócio desses.

Se quiser morrer, se joga na frente do trenzinho. Você resolve seu problema e ainda dá uma história "muito maluca" pra uma turista feliz como eu contar.

Assim como essa.
E é assim que termina a minha semana em São Paulo.

Com vocês, as fotos da viagem.

Feira Eletrolar - São Paulo.

Mouses, muitos mouses...

Andando pela cidade.


Não precisa explicar.
- Campos do Jordão.

A vista que eu falei.

sábado, 16 de julho de 2011

Precisa explicar sobre o que é?

Harry Potter, é claro que é Harry Potter.

Se você ainda não viu o Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 e não deseja ler spoilers, sugiro que pare aqui. Sugiro, não, ordeno. IMPERIO! VÁ PRO CINEMA, CORRA.

Vamos esperar as pessoas saírem organizadamente do blog. Pronto? Muito bem, posso começar.

***

Sinceramente, caro cinema, eu ainda não estava preparada quando o senhor desligou as luzes e começou a passar aquele trailer do... nem lembro mais. Tudo que conseguia pensar era "PARA TUDO, POR FAVOR".

Eu tinha a pipoca nas mãos, mas realmente não fazia a menor ideia do que estava fazendo ali. Não que eu fosse poser, pelas ceroulas de Merlin. Mas não podia - não queria - acreditar que este era o último. A última vez que eu iria assistir pela primeira vez Harry Potter.

Quando minha mãe disse "Juízo..." e abriu a porta do carro, eu respondi "Não se preocupe, mãe - eu volto mais velha". Talvez ela não tenha entendido nada. Mas tudo bem.

Ninguém de fora do círculo pode entender. Ninguém fora da cúpula protetora de Hogwarts sabia o que estava realmente acontecendo. Eles não estavam lá. Não viveram isso com a gente.

Nós somos a geração Harry Potter, como eu canso de repetir. É nossa. Dez anos é muito tempo. E será para sempre nosso orgulho dizer "eu lembro daquela confusão", e depois completar "mas valeu a pena cada momento".

Mas o filme começou - cedo demais.

Logo com uma cena de partir o coração. Snape, parado no alto, observando seus alunos com... com... E com que adjetivos podemos descrever a atuação de tirar o fôlego de Alan Rickman? Você não explica, você sente. Simplesmente sente.

E vemos então o trio no Chalé das Conchas. Fico impressionada em ver como Daniel Radcliffe cresceu como ator. Todos os três, na verdade. E pensar que quando os encontrei pela primeira vez...

Nós crescemos, crescemos. Não adianta - a gente sempre cresce. Peter Pan pode ser feliz na sua Terra do Nunca, mas esta não é nossa realidade. A realidade é dura e machuca - mas nós precisamos dela para viver. Simples assim. E assim como a vida, o filme continua também.

E então - Gringotes.
Bellatrix estava muito (muito) meiga como Hermione - ou vice-versa. Nessa hora, desejei estar assistindo o filme em 3-D. As cenas com o dragão foram, assim, "WOW". Eu fiquei com pena dele depois, coitado. Ficou vagando cego por aí. Espero que não tenha topado com uma montanha.

Mas nunca saberemos, pois o filme segue em frento. Até aí, pensei "Merlin, está indo tudo muito rápido", mas logo minha opinião mudou. Pois ali que o filme tinha realmente começado.

A Batalha Final.
Você que duvidava de Minerva McGonagall... Precisa ver. Ela foi a comédia, ela foi o drama. Ela nos fez rir assim como vez muitos chorarem. Podíamos sentir a dor dela através dos olhos verdes e cansados. Por favor, uma salva de palmas para a Dama Maggie Smith. Ela merece.

E já que estão em pé mesmo, outra salva de palmas para Julie Walters com sua Molly Weasley, que finalmente mostrou neste filme por que veio. E a cara da Bellatrix de eu-não-acredito-que-estou-sendo-morta-por-uma-dona-de-casa, então? NOT MY DAUGHTER, YOU BITCH.

Já que estamos falando de BAMFs que até Chuck Norris ficaria impressionado, não podemos esquecer Neville. Matthew Lewis que cresceu e que se tornou um rapaz muito bonito, apesar da incredulidade geral da nação. É, Neville, você honrou seus pais.

Agora, Warner, esquece tudo que eu disse, eu amo você. Amo o fato de você ter DESAFIADO JK ROWLING E MUDADO DE VEZ O CANON. Porque Luna e Neville FORAM feitos pra ficar juntos.

Falando em "feitos pra ficar juntos", eu nunca fui muito fã do Ron - até esse filme. Eu acho que nem preciso comentar o TÃO ESPERADO BEIJO, que foi uma das coisas mais fofas que eu já vi. O cinema explodiu em aplausos mais uma vez, e eu embarquei nessa.

Mas, agora, vejo que todo esse texto foi feito para chegar neste momento - Snape. Snape e suas memórias.

Sinceramente? Alguém, por favor, dê um Oscar pra esse cara.

Só ele mesmo para conseguir fazer algo melhor do que JK escreveu. Eu não quero me aprofundar neste assunto, senão fico emocional de novo - e já foi difícil sair uma vez desse estado. Preciso de uma pausa, só por hoje.

Talvez eu faça um post especial sobre isso - amanhã.
Porque "o homem mais corajoso que eu conheci" merece exclusividade.

E o trem partiu.
O trem partiu levando Albus Severus, o trem partiu ao som de Hedwig's Theme, e eu me peguei acenando incessantemente para a tela. Não era adeus, era até logo. Sabia disso. É só lembrar das sábias palavras de Albus Dumbledore - é claro que você lembra.

You'll always remember.

***

A sala estava esvaziando, e nós finalmente ousamos descer as escadarias - eu com a minha capa esvoaçante. Permiti-me correr pela sala, dançar pela sala, dar tchau para os créditos, fazer tudo que eu gostaria de fazer antes da fase 3. Sim, fase 3.

Meu uniforme da Grifinória chamava a atenção, sabia disso. Mas as pessoas sorriam para mim. Eu não era louca - não hoje.

E eu sorria de volta.



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Vivendo como paulista

Este post faz parte da série Semana Maluca em São Paulo.

Vida dura essa de paulista. É ônibus, metrô, trem, metrô, trem, ônibus, gente empurrando, corre pra sentar, respira o ar poluído, sente o cheiro do rio Tietê, se protege do frio, vai pro trabalho, quase morre pra voltar pra casa... Enfim, adrenalina pura.

Por 5 dias, esta foi a minha realidade. Estava em São Paulo para visitar com meu pai a feira Eletrolar, de (logicamente) eletrônicos e coisas para o lar. Basicamente, aspirador de pó e mouse. De todos os tipos, formas, tamanhos, cores, que fazem barulhinho, que não fazem barulhinho, e segue o bonde.

Adorava ficar olhando, quase todo dia, as pessoas que via passando pela cidade ou andando no metrô. Pessoas comuns, eu e você. Era sempre uma história diferente - a moça conversando com o recém-namorado, os dois mui apaixonados; o executivo atrasado pro trabalho, correndo loucamente...

Era fácil descobrir que eu era turista. Ficava olhando fascinada para todos os lados, pela janela do trem, enquanto todos continuavam calados e de cabeças baixas, esperando a sua estação para saltar fora. Pena. Fico imaginando se perderia a graça, o encanto, se eu morasse lá também.

Mas toda rotina tem seus momentos.

Lá estávamos, eu e meu pai, esperando o trem já há quase 10 minutos. Um rapaz novo, bem vestido, se aproximou da plataforma, ouvindo música com os fones de ouvido do celular. Até que a anta larga o celular e deixa ele pendurado só pelo fone - praticamente implorando pra ser exercitar suas asinhas e sair voando. Dito e feito. O celular caiu, quicou três vezes e foi parar perto dos trilhos do trem.

Todo mundo virou para encarar, logicamente. Eu, por exemplo, tive um ataque de risos. O moço ficou acenando para um operário que trabalhava por perto, pra "Pelo amor de Deus" buscar o celular antes que o trem chegasse. O homem ficou com uma cara "tô vendo nada não..." e ficou por isso aí.

O trem chegou, e não se sabe se o celular foi partido em 28473246 pedacinhos. O rapaz parecia estar num dilema "embarco ou não embarco?", mas acabou desistindo e foi mesmo no vagão logo atrás da gente.

Outro dia, também no trem (tudo acontece lá, deviam ver), estávamos voltando daquela avenida QUE TEM LOJA DE ROUPA PRA TUDO QUANTO É LADO, acho que o nome da rua/avenida era José Paulino, vou pesquisar mais tarde, lá no Bom Retiro. Até aí, tudo bem.

"Lalalalala" - cantávamos no caminho de volta. Mas então, não sei como, não sei de onde, o trem estava lotado, era gente pra tudo quanto era lado, tinha uma senhora esparramada feito ovo frito na porta, e ninguém conseguia sair.

Estávamos CHEIOS DE SACOLAS, e só conseguimos sair umas três estações após a nossa, a Berrini. Ou melhor, "fomos saídos", já que ninguém conseguia se mover por conta própria lá dentro. Sabe aquela coisa de dois corpos não poderem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo? Tudo baboseira, conversa pra boi dormir.

Aliás, falando nisso, São Paulo não dorme. Nem com o frio. Porque, PELAS CEROULAS DE MERLIN, 8 graus à noite? Faz isso comigo não. Eu gosto de frio. Gosto mesmo. Mas não de sentir frio. E se for pra sentir frio, que VENHA A NEVASCA, não fique torturando tanto assim.

E é com essas belas palavras que terminamos nossa estadia em São Paulo - bem resumida, eu sei -, mas não se preocupem, pequenos gafanhotos.



No próximo post... Campos do Jordão.
A cidade em que todo mundo é turista.
Que toda mulher é bonita...
...e que todo mundo é feliz, no frio mesmo.

 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

São Paulo - por uma Manauara


São Paulo, grande São Paulo. Quando dizem que o Brasil inteiro está lá, realmente não estão brincando. Se você já foi pra lá, sabe do que eu estou falando.

Passei a última semana no estado de São Paulo, e posso afirmar que foi uma das melhores viagens que eu já tive - embora eu saiba que precise de férias dessas férias (vocês já vão entender o porquê).

Sim, eu já estive em SP antes. Várias vezes. Mas foram poucas as vezes que eu realmente parei pra ver alguma coisa... e não só dei "oi" pra cidade e troquei de avião.

Eu realmente gosto da cidade de São Paulo. Muitos dizem que é ou perigosa demais, ou com gente demais, ou com trânsito demais, ou poluída demais... Já eu digo que é... simplesmente demais.

É bom ver tudo funcionando. Porque lá, tudo funciona. As coisas são práticas. E eu, particularmente, gosto muito dos paulistas. Pelo menos, todos que encontrei era muito "gente fina", como já diria o caboco.

Em uma semana, andei em todos os meios de transporte possíveis e imaginaveís numa cidade - carro, táxi, ônibus, metrô, trem velho, trem novo, trenzinho, avião, teleférico... Foi, assim, fantástico.

E quando a gente engarrafou e passou 15 minutos no mesmo lugar? Eu quase chorei de emoção.
E quando o nosso voo ia atrasar e o aeroporto estava lotado? Eu só conseguia pensar no caos aéreo que eu tanto via na televisão, e ficava imaginando se eu ia dar uma entrevista indignada pra Globo.

Engraçado. Em Manaus, sempre me disseram que eu parecia Paulista, mas quando finalmente em São Paulo, eu me sentia mais Manauara que nunca.

Os próximos posts serão dedicados a essa viagem bizarra, emocionante e muito, muito legal... desta vez, no nosso próprio e amado país, o gigante Brasil.

Porque não é só no estrangeiro que nós podemos encontrar aventura.

Até o próximo post.
Beijo para os paulistas.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A senhorinha de óculos


Impressionante figura ela fazia, sentada à beira da escada com um cigarro na mão. Os olhos de mel cansados e distantes, enquanto tragava mais uma vez e soltava a fumaça. Corpulenta, a senhora, com leve dificuldade, conseguiu levantar, voltando à realidade, voltando à sua família.

Não teve filhos, nem precisou. Cuidou dos filhos de todos, e continua fazendo isso até hoje. É a tia favorita da nação. “Tia Pata”, “Tchéia”, ou “Tcha-tcha” para pequena Sofia – não importa o nome que você dê à Fátima, isso é o de menos.

Para mim, Tia Fátima é uma maga. Foi isso que ela sempre disse, e eu acredito até hoje. Há muito por atrás daqueles óculos tortos, que vivem enterrados em livros, jornais, revistas, bulas de remédio, qualquer coisa. Fátima possui uma enorme biblioteca, que está espalhada por todas as suas casas, cada uma em um canto diferente.

E foi ela quem me assegurou: “Mágica existe”, e mostrou que falava a verdade. Apresentou-me a prova, em forma de livro (ou melhor, sete livros), e foi o bastante.

Depois disso, não pude parar. Foram mais e cada vez mais livros. Mais tarde, vieram em outras línguas. Outros eram bem mais complexos... Então, eu levantei as asas e fui sozinha.

De vez em quando, a encontro em uma nuvem, e nós paramos para conversar, trocar experiências. Mas a nuvem passa rápido.

Mulher ocupada, tem muito o que fazer, apesar da idade. Possui uma fraqueza. Ah, sim, pois todos temos uma. A de Fátima possui dois anos, e é seu xodó. Mas é uma fraqueza boa, posso afirmar. Uma fraqueza que dá vida.

Ela levantou, e agora estava olhando para mim, curiosa. Mal sabia ela o que se passava em minha cabeça, e eu quase sorri com isso.

Mas então, ela deu aquela olhada – aquela olhada por cima dos óculos, igual a daquele grande mago que conheço, e que se conheci, foi por causa dela. Os dois são tão parecidos.

E eu pisquei aturdida, porque, talvez... ela realmente soubesse.

domingo, 26 de junho de 2011

Concessões


Ganha um doce quem adivinhar de onde estou falando neste momento. Não, não, deixa eu falar logo. Vocês nunca vão imaginar.

Sim, eu estou falando de Boa Vista. Do lugar que prometi nunca mais voltar... ou pelo menos, não tão cedo.

Por isso, sentem-se, relaxem e tirem os sapatos. O nosso post começa agora.

***

Viagens de madrugada, aviões apertados, casas antigas. Vida simples, pessoas simples, pessoas complicadas. Pessoas muito complicadas.

Uma criança. O sorriso de uma criança. Ela olhou para você. Ela não acha você uma deslocada. Na verdade, você é a parceira ideal para uma brincadeira.

Pule, pule com ela. Tome cuidado, ela é pequena. Converse com ela. Cante sobre os piratas, e espere sua resposta. Ela gosta, ela sabe falar.

Você não gosta de crianças – elas são bizarras. Mas hoje, hoje não.

Pessoas, muitas pessoas. Elas julgam, elas não são como a criança. Elas conhecem você. Elas acham que conhecem você.

E quem é você?

Você é a branquela estranha da outra cidade? Ou você é a amiga da criança? Difícil saber.

Talvez você não seja nenhum dos dois. É, você só é a deslocada, a ave fora do ninho.

O refúgio? O refúgio ficou para trás, bem longe. Você tenta chegar até ele, mas é lenta demais. Ou ele é lento demais. Talvez seja ele o lento demais.

O que importa é que você precisa fazer alguma coisa. E rápido.

As pessoas estão esperando. Elas encaram, elas cochicham. Elas são sua família. São mesmo? Quem é família e quem não é? Difícil saber.

O dia passa, você quer voltar pra casa. Mas sua casa está longe, bem longe. Existe outra, lá na esquina. Essa serve, por enquanto.

Respira. Tudo está bem. Respira de novo.

Melhorou?

Estranho... melhorou.

As senhoras de idade chegam. Você pensa em fugir. Não há tempo. Mas elas abraçam você. Dizem que “finalmente, você ficou bonita”.

Você não sabe se ri ou se chora.

Elas conversam, perguntam da sua vida. Lembram de quando você era apenas um grão de arroz. E se divertem. E quer saber? Você também.

O teclado balança na mesa improvisada. Você não se importa muito. Só sabe que quer escrever. Zeca Camargo na tela. Janelinhas piscando no computador. Você não liga. Só sabe que quer escrever.

E quando percebe que o fez, suspira aliviada. Lembra da criança. Será ela a mesma amanhã?

Será o mesmo, amanhã? Será...? Não. Chega de concessões.

Crianças.

Seres bizarros, não são?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A importância da boa pronúncia

Sim, sim, sou uma pessoa formada em inglês agora, olha que chique.
E quem me conhece sabe o quanto eu gosto de falar tudo certinho, sem enrolação ou sotaques estranhos.
Agora, vocês vão ver como eu sempre estive certa...



Morram de rir.

terça-feira, 21 de junho de 2011


Às vezes eu me pergunto por que as coisas precisam ser tão complicadas, poxa. Parece que quanto mais o tempo passa, menos o mundo consegue ser feliz.


domingo, 19 de junho de 2011


Um dia, uma pessoa ainda vai virar pra mim e dizer "Cara, que bom que eu conheci você".


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Seu jeito diferente de ser


Nós somos diferentes, sim. Cada um carrega dentro de si uma habilidade especial. Cada um possui uma área que melhor atua. Cada um tem seu jeito de agir, seu jeito único de ver o mundo.

Não sei por que esse papo politicamente correto que surgiu atualmente de que todos somos iguais. Mas que bobagem. Deveriam falar que todos somos diferentes. E que não tem problema nenhum em ser diferente.

Algumas pessoas foram feitas para amar. Chamo-as internamente de "amadores". São os românticos, que idealizam uma vida familiar futura, que sonham em encontrar o parceiro perfeito e passar o resto da vida feliz ao lado dele. São aqueles que prezam a amizade acima de tudo e vivem, bem... em prol do amor.

Creio eu que são essas as pessoas que encontraram o caminho para a felicidade, embora quebrem a cara de vez em quando. E isso é bom. Imensamente bom. Nos poupa de problemas maiores, como crises existenciais, por exemplo.  

Mas a gente não precisa ser feliz pra ser feliz.

Feliz considerando felicidade como o jeito que você se sente bem consigo mesmo. E cada um tem seu próprio jeito. Você pode ser "feliz" indo morar sozinho no Alasca,  se isso te fizer bem.

Ninguém pode julgar essas coisas. Mais uma vez, somos diferentes.

E além dos amadores, existem os profissionais.
Sim, eu não pude evitar a piada.
Os profissionais, como o nome sugere, são "felizes" sem necessitar de muito apoio emocional. Não que essas pessoas não precisem de apoio, porque todos precisam. Mas esse apoio vem de outras fontes. Livros, escrita, o trabalho. Não depende de outras pessoas. Geralmente, veem a vida de uma maneira pessimista. Mas os pessimistas são os melhores avisados. E sim, o pessimista sabe ser "feliz".

O profissional não liga muito para todos esses valores familiares, mas não sinta pena dele. Ele detesta isso. Ele só não vê graça nenhuma nessas coisas. Mas gosta de outras coisas. E asssim, ele se realiza pessoalmente. Do jeito dele.

E ainda existem os observadores.
Os observadores são aqueles que apreciam o amor nas outras pessoas. Pode vir em conjunto com o traço profissional ou não. Normalmente, são os poetas.
Ficam "felizes" pelo simples fato de ainda existir amor no mundo. Mesmo que não consiga achá-lo para si. Mesmo sendo um fracassado no amor.
Enxergam a verdadeira beleza das palavras, de um abraço carinhoso, de uma despedida. Ao mesmo tempo, são racionais e sensatos. Eu, particularmente, gosto dos observadores. São pessoas boas de conversar.

Seja você um amador, profissional ou observador em relação ao amor, não se esqueça que a sua visão de mundo é a sua visão de mundo.

E se vem de você, então não tem nada de errado.

Você é simplesmente... diferente.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Geração Harry Potter

Ah, vamos lá, pessoal.
 É só o MTV, no final das contas.
  Além do mais, nós, apesar de tudo, não fomos cegados pelo fandom.
   Reconhecemos o brilhante trabalho dos outros filmes.
    E não se esqueçam: fomos reconhecidos onde realmente importa - O Oscar.
     Votações assim não prestigiam talentos.
      Nem ao menos são justas.

Mas nós sabemos o que somos.
Nós sabemos que podemos, porque nós somos o máximo.
Fazemos parte de um fenômeno, uma saga, uma lenda. 

Nós somos a geração Harry Potter.